Marcada por problemas em carros alegóricos, a primeira noite de desfiles das escolas de samba do grupo especial do Rio teve como principal destaque a Mangueira. Com poucos erros, a verde e rosa se coloca como candidata a voltar no desfile das campeãs.
A primeira a desfilar foi a Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula. A escola entrou na avenida cercada de polêmicas por causa da escolha do tema em ano eleitoral e várias ações judiciais que tentaram impedir o desfile, sem sucesso. Apesar da animação dos integrantes, não será fácil a estreante do Grupo Especial se manter na elite do Carnaval. A escola apresentou problemas de evolução por causa de um carro que travou antes de entrar na avenida por dificuldade de acoplar um destaque.
O fim do desfile foi marcado pela correria.
Não faltaram referências ao cenário político: a Comissão de Frente mostrou o ex-presidente Michel Temer tomando a faixa de Dilma Rousseff, enquanto Jair Bolsonaro foi representado pelo personagem Bozo. De última hora, a primeira dama Janja da Silva desistiu de desfilar. O presidente Lula acompanhou a homenagem do camarote da Prefeitura do Rio, mas desceu rapidamente na Avenida para cumprimentar integrantes da escola.
Segunda a desfilar, a Imperatriz levou o cantor Ney Matogrosso para a avenida. Com o tema 'camaleônico', a apresentação fez referências à carreira do artista, desde o início no 'Secos & Molhados' e passou por obras como 'Homem de Neanderthal' e 'Sangue Latino'.
Ovacionado pelo público, Ney desfilou na última alegoria e comemorou o resultado.
Um dos últimos carros da escola de Ramos empacou sob um viaduto da Sapucaí.
Na sequência, a Portela entrou com a promessa de um desfile grandioso para contar a fábula do Batuque, religião afro-brasileira popular no Sul do país. A comissão de frente da Portela trouxe um “drone gigante” e tripulado, com direito a um integrante que voou, supreendendo os espectadores.
No entanto, a escola não empolgou o público e apresentou um desfile problemático. O último carro alegórico emperrou antes de entrar na Sapucaí e outro apresentou problemas de calibragem no meio da avenida.
O resultado foi buracos na avenida na frente da cabine dos julgadores, o que deve resultar em penalidades.
Encerrando a noite, a Mangueira apresentou uma homenagem ao curandeiro e xamã babalaô Mestre Sacaca, influente na identidade do Amapá.
Um dos desafios da escola é o samba-enredo, que não levou a uma grande empolgação do público.
O carnavalesco Sidnei França se disse satisfeito por levar Mestre Sacaca ao conhecimento do país:
Ao fim do desfile, um carro alegórico da escola bateu na base do monumento da Praça da Apoteose, mas isso não prejudicou a conclusão do desfile.
O segundo dia dos desfiles na Sapucaí vai contar com apresentações de Mocidade Independente de Padre Miguel, Beija-Flor de Nilópolis, Unidos do Viradouro e Unidos da Tijuca.
Fonte CBN