Rivalidade entre facções levou à morte de jovem após baile reggae, diz DHPP

Rivalidade entre facções levou à morte de jovem após baile reggae, diz DHPP

leandro santos
0

 Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito que investiga a morte de Pedro Gustavo, conhecido como Coiote. O crime ocorreu após a vítima sair de um baile reggae, em agosto de 2025, na Vila Mandacaru, zona Sudeste de Teresina.

O delegado Bruno Ursulino apontou que a investigação conseguiu identificar os envolvidos e toda a trama existente no conflito entre facções. Francisco das Chagas, conhecido como Bracinho, foi apontado como autor dos disparos no dia do crime.

Segundo o delegado, no dia do homicídio, após a saída de um baile reggae, vários indivíduos suspeitos de envolvimento com a facção estavam na Avenida dos Ipês quando Bracinho passou em uma motocicleta e efetuou diversos disparos de arma de fogo.

Os tiros vitimaram Pedro Gustavo e deixaram outras três pessoas feridas. Uma das vítimas não possuía envolvimento com crimes. As outras duas estão presas.

“A gente consegue descobrir que isso era uma rivalidade antiga, que inclusive dias antes já havia sido efetuado disparos de arma de fogo lá na frente da casa do Coiote, que o Coiote já tinha efetuado diversos disparos de arma de fogo contra pessoas que fazem parte desse grupo que efetua disparos contra ele e a gente sabia que infelizmente isso é um desfecho de quem se envolve no crime organizado. Então a gente consegue hoje estar prestando contas à sociedade, prestando contas aos familiares, de que todos os envolvidos nessa trama delituosa, seja a hora como vítima, a hora como ator, se encontram presas e à disposição da justiça”, explica o delegado.

Além de culminar no indiciamento de Francisco das Chagas, o Bracinho, pelo crime, a investigação identificou outros envolvidos na rivalidade entre facções.

Todos os envolvidos no caso foram ouvidos no DHPP após o crime, mas não forneceram nomes à polícia. Mesmo após o homicídio, as disputas continuaram, com troca de tiros entre os envolvidos. Um dos suspeitos está foragido. O delegado Bruno Ursulino informou que em um dos atentados a mãe de um dos investigados chegou a ser atingida durante a guerra entre as facções.

“Na época, a gente viu um acirramento existente, exatamente por conta das ameaças que eram proferidas entre esses grupos. Diversos indivíduos que se dedicam a essa vida criminosa, inclusive também o João Vitor, que se encontra preso, no meio dessas idas e vindas da rivalidade, teve a sua mãe atingida por um disparo de arma de fogo, em um atentado realizado contra ele. Então, a gente verifica que não só as pessoas que são diretamente desenvolvidas no mundo do crime, mas todas as pessoas que estão ali de forma periférica envolvida com eles, acabam se tornando vítimas também”, encerra.

Tags

Postar um comentário

0 Comentários

Postar um comentário (0)

#buttons=(Tá bom, aceito!) #days=(20)

Aceite nossos termos de uso para melhor experiência! Leia aqui
Ok, Go it!