Influenciada pela perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção, movimento comum no início do ano, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Mensal, divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"De modo geral, os meses iniciais de cada ano são caracterizados por uma queda na ocupação, ela vem tanto do setor público quanto do setor privado. No caso da educação, tem uma influência muito importante de encerramento de contratos temporários do ano anterior no segmento da educação fundamental levados pelas prefeituras."
A boa notícia para o mercado de trabalho, segundo o IBGE, é o rendimento real de todos os trabalhos, que atingiu novamente patamar recorde, chegando a R$ 3.679, aumento de 2% no trimestre e de 5,2% no ano.
O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comércio e serviços, diz o IBGE.
O levantamento também apurou que a taxa de informalidade registrou leve queda, alcançando 37,5% da população ocupada contra 37,7% no trimestre encerrado em novembro.
