Operação 'Vem Diesel' fiscaliza preços de combustíveis em 12 capitais

Operação 'Vem Diesel' fiscaliza preços de combustíveis em 12 capitais

leandro santos
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Brasília (DF),  27/03/2026 - Operação Vem Diesel da PF.
Foto: Polícia Federal/Divulgação
© POLÍCIA FEDERAL/DIVULGAÇÃO

Agentes federais foram às ruas do país, em mais uma operação contra irregularidades nos postos de combustíveis, incluindo preços abusivos. É a operação "Vem Diesel", da Polícia Federal, realizada em 12 capitais do país, incluindo Brasília

Os estabelecimentos foram visitados por agentes da ANP, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, policiais federais e Procons estaduais. Tudo isso pra identificar as práticas irregulares como aumento de preços nas bombas, condutas abusivas que trazem prejuízos ao consumidor e para combater o chamado cartel, quando os postos concorrentes combinam o mesmo preço dos produtos, para controle de mercado.

A Força-Tarefa para Monitoramento e Fiscalização do setor, é composta pela Senacon, Secretaria Nacional do Consumidor e a Polícia Federal, em conjunto com a ANP.

Além de Brasília, a operação acontece nas capitais dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás. Cabe à Polícia Federal dar andamento aos casos que possam configurar crimes contra a ordem tributária, econômica ou contra as relações de consumo. 

Vale lembrar que, nessa quinta-feira, os Ministérios da Justiça e de Minas e Energia apresentaram um balanço das operações de combate a abusos nos preços dos combustíveis. A mobilização ocorre em meio à alta do diesel provocada pela guerra no Irã. Aqui no Brasil, o governo busca reduzir os preços nas bombas, zerando os impostos federais de importação. Os estados também avaliam se reduzem o imposto estadual ICMS.  

Mesmo assim, alguns postos continuam mantendo preços elevados no diesel, e ampliando lucros também sobre o álcool e a gasolina, combustíveis que não foram afetados pelo conflito no Irã.

Segundo o Ministério da Justiça, por meio da Senacon, mais de três mil postos e 236 distribuidoras já foram fiscalizados pela força-tarefa, desde o início de março. A ANP inspecionou 342 agentes regulados, sendo 78 distribuidoras. Em uma delas, foram encontrados sinais de aumento na margem bruta do diesel, em mais de 270%.

O Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes no Distrito Federal, o Sindicombustíveis, informou, em nota, que “os postos não compram produtos da Petrobras, mas das distribuidoras, que já reajustaram seus preços de forma expressiva em razão da guerra no Irã". De acordo com o sindicato, o setor "depende da importação de até 35% do diesel e 10% da gasolina” e vem reduzindo as margens da revenda. No DF, por exemplo, a entidade explicou que mais de 20% dos postos “dependem diretamente dos importadores, estando ainda mais expostos à alta de preços”.  

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