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A população de Teresina poderá descartar corretamente equipamentos eletrônicos sem uso durante a Feirinha Verde, que acontece no próximo domingo (29), na Universidade Federal do Piauí (UFPI). A ação será realizada pelo Movimento Pela Paz na Periferia (MP3) e pretende arrecadar pelo menos 1 tonelada de resíduos.
Serão recebidos diversos tipos de materiais eletrônicos, como computadores, notebooks, impressoras, celulares, carregadores, TVs, rádios e eletrodomésticos de pequeno porte, como ventiladores e liquidificadores. A única restrição é para lixo hospitalar e materiais químicos, que não serão aceitos.
Como funciona a coleta
De acordo com o MP3, os equipamentos entregues passam por pesagem e avaliação técnica. Os itens que ainda têm condições de uso são encaminhados para recondicionamento na oficina do projeto, podendo ganhar uma nova utilidade.
Já os materiais que não podem ser reaproveitados são separados e armazenados de forma adequada até serem destinados ao descarte ambiental correto.
A expectativa da organização é arrecadar, no mínimo, 1.000 quilos de resíduos eletrônicos durante a ação.
Problema ambiental crescente
O membro fundador do movimento, Júnior, explica que a iniciativa surgiu ainda em 2011, após a identificação de grande quantidade de lixo eletrônico descartado de forma irregular em Teresina, especialmente nas margens dos rios Parnaíba e Poti.
Segundo ele, o descarte incorreto desses materiais representa um risco direto ao meio ambiente e à saúde da população.
“Esse lixo eletrônico contém chumbo e outros produtos químicos que podem contaminar o solo e o lençol freático. Mais cedo ou mais tarde, isso chega à água que a gente consome e pode causar doenças, como câncer”, alertou.
Apesar das ações de coleta realizadas pelo movimento ao longo da semana, Júnior afirma que ainda há baixa adesão da população.
“Infelizmente, muitas pessoas ainda preferem descartar em terrenos baldios, praças ou rios. Falta consciência e responsabilidade com a cidade”, disse.
Responsabilidade coletiva
O representante do MP3 também defende que o enfrentamento do problema exige esforço conjunto entre população, poder público e instituições.
Ele cobra campanhas educativas, políticas públicas mais efetivas e leis mais rigorosas para coibir o descarte irregular de resíduos.
“Não é só o poder público. É responsabilidade de todos nós manter a cidade limpa”, afirmou.