Foto: Renato Andrade / Cidadeverde.com

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) confirmou a redução de 30% na frota de ônibus em Teresina. Segundo o órgão, a diminuição foi causada pelas dificuldades pontuais em razão do aumento de quase 50% no preço do óleo diesel, impactado, segundo a Strans, pelo cenário internacional e pela guerra no Oriente Médio.
“A situação tem provocado dificuldades no fornecimento de combustível pelas refinadoras às empresas que operam o sistema de ônibus da capital, o que pode ocasionar ajustes momentâneos na frota em circulação”, afirma a Strans
A Strans cita ainda que na quinta-feira (12) foi realizada uma reunião com representantes das empresas e operadoras. Ainda não há um período determinado para que a redução da frota siga em vigor na capital.
Segundo a superintendência, todos os dias haverá análise junto as empresas do consórcio, e do panorama do fornecimento de combustível, para determinar a redução ou aumento da frota.
Na terça-feira (10) a Strans havia negado a redução da frota na capital, mas voltou atrás nesta sexta-feira (13).
Distribuidoras têm 5 dias para explicar aumento
Nove distribuidoras e mais de 100 postos no Piauí foram fiscalizados pelo Procon em uma operação que investiga o aumento abusivo do preço dos combustíveis em todo o estado.
Segundo o coordenador do Procon, Nivaldo Ribeiro, foi verificado aumento abusivo dos preços no estado, e as distribuidoras foram notificadas para prestar esclarecimentos no prazo de cinco dias.
“O Sindicato esteve aqui e eu expliquei a eles que tem de haver uma justificativa desse aumento. A gente esperava isso. Estamos buscando transparência nesse aumento. Alegam a guerra, mas os órgãos oficiais afirmam que não tem aumento, a Petrobras cita que não foi autorizado aumento. Então temos que analisar e explicar o aumento. O consumidor não sabe porque houve esse aumento”, afirma o coordenador.
Caso seja constatada irregularidade, o Procon pode aplicar multa a postos e distribuidoras no valor de R$ 800 a R$ 10 milhões, a depender da gravidade.
Ao todo, nove distribuidoras no Piauí foram analisadas e notificadas. Segundo o Procon, elas têm prazo de cinco dias para justificar e apresentar notas fiscais que comprovem a necessidade do aumento repentino no preço do combustível no estado.
De acordo com o último levantamento do Procon, o preço médio da gasolina em Teresina chega a R$ 6,49, enquanto o diesel é vendido a R$ 6,98. Foi apurado nas fiscalizações que, em um intervalo de apenas 15 dias, o custo médio de compra para o revendedor subiu R$ 0,81 por litro.