Após a morte do chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, Israel afirmou ter matado mais um integrante do alto escalão do governo iraniano nesta quarta-feira (18). Segundo o ministro de Defesa israelense, Israel Katz, o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, foi morto em ataques aéreos durante a noite em Teerã.
Khatib, um clérigo, atuava como ministro da inteligência do Irã desde 2021 e era visto como um aliado próximo do falecido Líder Supremo Ali Khamenei.
Ele ocupou anteriormente cargos de alto escalão no aparato de inteligência e no judiciário do Irã, incluindo posições no Ministério da Inteligência e na influente Fundação Astan Quds Razavi.
Katz revelou que ele e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, autorizaram os militares a matar outros altos funcionários iranianos que constavam na lista de alvos, sem necessidade de aprovação adicional.
O ministro da Defesa de Israel ainda afirmou na terça-feira (17) que Israel continuará a alvejar e matar membros da liderança do Irã.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse nesta quarta-feira (18) que a morte de Ali Larijani, líder efetivo do regime desde o início da guerra, não vai desestabilizar o sistema político de Teerã. Ele também afirmou que os Estados Unidos e Israel não conseguirão esse objetivo com os bombardeios que têm feito.
A declaração ocorreu em entrevista para a Al Jazeera, após Larijani ter sido assassinado por um bombardeio israelense na noite de segunda-feira. A morte dele foi confirmada pelo regime do Irã no final da tarde dessa terça-feira (17), pelo horário de Brasília.
Em retaliação a essa morte, o Irã usou novamente o armamento conhecido como bomba de fragmentação nesta quarta. Segundo a TV estatal iraniana. O governo israelense confirmou a morte de duas pessoas em decorrência de um ataque que atingiu uma cidade próxima a Tel Aviv.
Os Estados Unidos disseram ter utilizado bombas de penetração profunda contra baterias antinavios do Irã ao longo do Estreito de Ormuz. O objetivo dos americanos é reabrir o local, que Teerã mantém fechado desde o início da guerra.
O estreito é uma passagem controlada pelos iranianos por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial. Desde que foi atacado, o Irã fechou a via, bloqueando o avanço de petroleiros, o que elevou o preço da commodity nos mercados internacionais.
Trump afirmou que 'não vai demorar muito' para que os navios possam atravessar o Estreito. Segundo ele, a Otan está 'cometendo um erro muito tolo' ao não querer ajudar os americanos na guerra contra o Irã e no desbloqueio da passagem marítima.
Países da Ásia e da Europa recusaram o pedido para apoiar uma operação. Trump disse que poderia ter pressionado os aliados, mas que não precisa de ajuda.
Questionado sobre o aumento dos preços em consequência do conflito, o republicano disse que o objetivo é impedir que 'lunáticos' tenham armas nucleares. Ele prometeu que o valor do barril de petróleo vai cair em breve, com o fim da guerra.
Guerra gera tensão nos mercados globais
O Banco Central do Brasil e o Federal Reserve anunciam nesta quarta-feira (18) as novas taxas de juros de suas economias. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, enquanto os juros americanos flutuam entre 3,50% e 3,75%.
Embora investidores prevejam uma redução mínima de 0,25 ponto percentual em ambos os países, as tensões geopolíticas no Oriente Médio trazem incerteza. Há também a expectativa de divergências internas entre os diretores, com alas mais cautelosas diante da instabilidade global. O petróleo está no centro da discussão.
Nesta terça-feira (17), os Estados Unidos disseram ter utilizado bombas de penetração profunda contra baterias antinavios do Irã ao longo do Estreito de Ormuz. O objetivo dos americanos é reabrir o local, que Teerã mantém fechado desde o início da guerra.
O estreito é uma passagem controlada pelos iranianos por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial. Desde que foi atacado, o Irã fechou a via, bloqueando o avanço de petroleiros, o que elevou o preço da commodity nos mercados internacionais.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nessa terça que 'não vai demorar muito' para que os navios possam atravessar o Estreito. Segundo ele, a Otan está 'cometendo um erro muito tolo' ao não querer ajudar os americanos na guerra contra o Irã e no desbloqueio da passagem marítima.
Países da Ásia e da Europa recusaram o pedido para apoiar uma operação. Trump disse que poderia ter pressionado os aliados, mas que não precisa de ajuda. Questionado sobre o aumento dos preços em consequência do conflito, Trump disse que o objetivo é impedir que 'lunáticos' tenham armas nucleares. Ele prometeu que o valor do barril de petróleo vai cair em breve, com o fim da guerra.
O presidente também criticou o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos. Joe Kent renunciou ao cargo dizendo, nas redes sociais, que não poderia, em sã consciência, apoiar a guerra. O republicano disse ser 'bom' que ele esteja fora do governo.
Os ataques de Israel nessa terça-feira mataram dois dos principais nomes do regime iraniano. Um deles foi Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã. Ele era classificado por Tel Aviv como o 'comandante efetivo' do país desde a morte do aiatolá Ali Khamenei. O outro foi Gholamreza Soleimani, comandante de uma unidade da Guarda Revolucionária, apontado como o responsável pela repressão violenta a protestos em janeiro.
O Irã também atacou Israel. Projéteis atingiram o entorno do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Teerã usou novamente um armamento conhecido como 'bomba de fragmentação' em retaliação à morte de Ali Larijani.
Fonte CBN