Agentes da Polícia Federal foram às ruas, nesta quinta-feira (12), em cinco estados do país, para prender preventivamente 12 pessoas investigadas por tráfico internacional de animais silvestres, durante a Operação Extinção Zero. Além das prisões, 22 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela justiça baiana para serem cumpridos nos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Pará. 

Segundo a PF, as investigações começaram em 2024, em Togo - país do continente africano, com a apreensão de um veleiro que transportava "17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies brasileiras ameaçadas de extinção”. As investigações constataram que os animais teriam sido retirados do Brasil com documentação falsa, a chamada CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção).
As imagens gravadas pela PF durante a operação desta quinta mostram aves mantidas em espaços pequenos, sem ventilação e sem higiene. Entre os bichos, aparecem tucanos, periquitos, araras vermelhas e canindé.
Com as investigações, a polícia identificou que o grupo "possuía estrutura organizada, com divisão de tarefas entre capturadores, financiadores, intermediários e receptadores”. A estrutura de funcionamento era bem articulada: eles utilizavam drones, armamentos, aplicativos de comunicação criptografada, “além de adotar medidas para dificultar a identificação e o rastreamento” dos crimes.
O grupo ainda planejava a captura de ararinhas-azuis do Programa de Reintrodução da espécie, na cidade baiana de Curaçá. A ave do bioma Caatinga está na categoria “criticamente em perigo”, nos registros do ICMBio.
