A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (2), mais uma etapa da Operação Anomalia, que tem como objetivo desarticular um núcleo criminoso composto por policiais civis do Estado do Rio e operadores financeiros.

O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir dinheiro de integrantes da maior facção criminosa presente no território fluminense, além de praticar corrupção e lavagem de capitais
Os agentes cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão, na cidade do Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.
A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus vencimentos lícitos.
As apurações revelaram que o esquema era chefiado pelo delegado-titular de uma delegacia da capital fluminense, que seria usada como base pelos investigados e por outro policial civil. Ainda segundo as investigações, servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar chefes do tráfico, exigindo o pagamento de propinas.
Segundo a PF, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de capitais.
Na primeira fase da operação, que aconteceu nesta segunda-feira, três pessoas foram presas, entre elas um delegado da Polícia Federal.
