TSE retoma ação que pode cassar governador do Rio, Cláudio Castro

TSE retoma ação que pode cassar governador do Rio, Cláudio Castro

leandro santos
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Brasília 25/11/2025 - A Comissão Especial que analisa a proposta de emenda à Constituição da segurança pública (a PEC da Segurança Pública) durante  audiência pública para debater o tema Competências federativas na segurança públicas sob a ótica estadual. Participam os governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Foto Lula Marques/Agência Brasil
© LULA MARQUES/AGÊNCIA BRASIL

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai retomar, às 19h, o julgamento do processo que pede a cassação do mandato e inelegibilidade por 8 anos do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Entre as acusações que pesam contra ele estão abuso de poder político e econômico, gastos irregulares em recursos eleitorais e conduta ilegal durante a campanha à reeleição em 2022.

O processo remonta a novembro do ano passado, quando a relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação de Castro. Na ocasião, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que será o próximo a votar.

O caso começou a tramitar em setembro de 2022, quando o Ministério Público Eleitoral e a coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL), adversário de Castro nas eleições, entraram na Justiça contra o governador. As acusações envolviam supostas contratações temporárias irregulares de mais de 27 mil pessoas para cargos públicos na Ceperj, a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro; e também na Uerj, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Castro é acusado de obter vantagem eleitoral com as contratações que não possuíam amparo legal, além da descentralização de projetos sociais, ao enviar R$248 milhões em recursos para entidades desvinculadas da administração pública do estado.

Em maio de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral fluminense havia absolvido o governador das acusações.

A defesa de Claudio Castro sustenta que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj e não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades.

No julgamento desta terça-feira, outros seis ministros vão votar para determinar o destino do governador.

Além dele também consta no processo o presidente afastado do comando da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar.

* Com informações da Agência Brasil, sob supervisão de Vitória Elizabeth.

 

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