Governo enfrenta resistência para conter alta de combustíveis e frete

Governo enfrenta resistência para conter alta de combustíveis e frete

leandro santos
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O governo federal enfrenta resistência no Congresso e no setor de combustíveis para implementar medidas que visam conter a alta do diesel, do gás de cozinha e do frete, em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio. Apesar dos esforços do Palácio do Planalto, os efeitos das ações ainda são pouco percebidos pelos consumidores.


Entre as propostas, está a criação de um pacote de ajuda para companhias aéreas, além de subsídios ao diesel e iniciativas para reduzir o preço do gás. No entanto, grandes distribuidoras já sinalizaram que não devem aderir à subvenção ao óleo diesel.


No caso do gás de cozinha, o governo tenta reverter um leilão realizado pela Petrobras, criticado pelo presidente Lula. Já em relação ao frete, há forte resistência no Congresso à medida provisória editada no mês passado, que estabelece um piso mínimo e amplia o poder de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).


O texto da medida já recebeu mais de 400 emendas parlamentares, muitas delas com o objetivo de flexibilizar a proposta — como tornar o piso apenas uma referência, e não uma obrigatoriedade. A medida havia sido vista pelo governo como uma forma de evitar atritos com caminhoneiros.


Por outro lado, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a maioria dos estados deve aderir ao programa de subsídio ao diesel. Segundo ele, a proposta prevê uma redução conjunta no preço do combustível.



“A gente diminui cerca de R$ 0,60 e o estado entra com mais R$ 0,60. A população pode ter uma redução de cerca de R$ 1,20 no diesel. Está indo bem.”, afirmou.




De acordo com Alckmin, apenas o Distrito Federal e Rondônia já se posicionaram contra a adesão. Estados como Amapá, Goiás e Pará ainda não se manifestaram oficialmente, mas a expectativa do governo é de que também aceitem a proposta.


A alta dos combustíveis e do gás é hoje uma das principais preocupações do governo, por seu potencial impacto na inflação e na popularidade do presidente, que deve disputar a reeleição.
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