O Irã revelou que atingiu um segundo avião dos Estados Unidos que passava pelo Estreito de Ormuz. O primeiro avião abatido na sexta-feira (3) foi o F-15E, tripulado com dois oficiais. Até o momento, apenas um dos pilotos do caça foi resgatado.
O outro piloto segue desaparecido e o Irã acredita que ele esteja escondido em algum local.
Durante as buscas, dois helicópteros Blackhawk também foram atingidos por ataques iranianos, mas conseguiram sair do espaço aéreo.
A TV estatal iraniana anunciou com um plantão na programação da emissora sobre o feito militar iraniano. A apresentadora indicou que os moradores deveriam ajudar a capturar os americanos.
A recompensa, anunciada pela TV é de US$ 60 mil para entrega dele vivo ao Exército iraniano ou para a polícia da região.
Porém, segundo a imprensa internacional, as forças americanas estão em solo pela região atrás desse outro piloto.
De acordo com o Brigadeiro-General Alireza Elhami, chefe do Comando Conjunto de Defesa Aérea do Irã, o incidente é 'resultado de táticas, do uso de equipamentos modernos e de inovações nos sistemas de defesa aérea da República Islâmica'.
Nenhum detalhe sobre as 'inovações' foi fornecido nas declarações divulgadas pela agência de notícias iraniana IRNA e republicadas pela rede americana.
O general falou em 'confusão e desorientação para o inimigo'. Segundo uma reportagem da emissora via satélite Al Jazeera, as forças armadas iranianas estão preparadas para emboscar 'jatos e drones inimigos'.
Segundo avião atingido
O Exército do Irã afirmou ter abatido um avião militar do modelo A-10 Thunderbolt II que sobrevoava o Estreito de Ormuz. Essa foi a segunda aeronave americana abatida pelo regime nesta sexta-feira.
Fontes militares citadas pelo The New York Times confirmaram a queda do avião, mas não especificaram as circunstâncias que levaram ao incidente. O A-10 estava tripulado apenas pelo piloto, que foi resgatado.
Essa foi a primeira vez, desde o início da guerra, que aviões militares americanos foram abatidos no Irã.
O presidente Donald Trump disse em entrevista à rede americana CBS, que os incidentes envolvendo as aeronaves não interferem nas conversas entre o Irã e os Estados Unidos.
Essa semana, o secretário de guerra, Pete Hegseth, afirmou que a defesa aérea iraniana estava fragilizada.
Nesta sexta-feira (3), Trump divulgou uma proposta orçamentária para o próximo ano fiscal, que começa em outubro. A Casa Branca solicitou aumentar os gastos com defesa para um trilhão e meio de dólares. O maior valor da história moderna do país.
Para bancar o aumento, a medida sugere cortes em gastos não relacionados à defesa, como educação, proteção ambiental e pesquisas de cura de doenças.