A guerra no Irã completa dois meses nesta terça-feira (28), sem nenhuma perspectiva de trégua permanente.
Os números da tragédia humana são incertos, mas segundo a ONG Human Rights Activists, sediada nos Estados Unidos, já são mais de três mil e seiscentos mortos. O Ministério da Saúde iraniano também registra mais de 30 mil feridos.
No tabuleiro estratégico, o fechamento do Estreito de Ormuz elevou o preço do petróleo em quase 50% nesse período.
A queda de braço entre os Estados Unidos e o regime mantém o barril acima dos 100 dólares, o que pressiona a inflação no mundo todo, inclusive no Brasil.
O governo americano pode dar hoje uma resposta a mais uma proposta do regime iraniano para o fim da guerra.
O plano condiciona a abertura do Estreito de Ormuz ao encerramento das hostilidades e ao adiamento da discussão sobre o programa nuclear.
O presidente Donald Trump se reuniu com a equipe de segurança nacional para avaliar o texto, mas exige que o tema nuclear seja tratado agora, e não depois.
Segundo a agência Reuters, o republicano ficou insatisfeito com a proposta por não abordar o programa nuclear do Irã.
A porta-voz da Casa Branca também adiantou que as exigências fundamentais, de que o Irã jamais poderá ter armas nucleares, permanecem.
Enquanto isso, aumenta a pressão dos aliados europeus, como França e Alemanha, por um cessar-fogo duradouro.
Nessa segunda (27), o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que os Estados Unidos estão sendo “humilhados” pelo Irã e criticou a condução americana da guerra.
Berlim integra uma coalizão liderada por Reino Unido e França para garantir a segurança da navegação na via marítima estratégica após a tentativa de estabelecimento de um cessar-fogo permanente.
Na Rússia, ao receber a visita do ministro de Relações Exteriores do Irã, o presidente Vladimir Putin prometeu apoio total ao regime de Teerã.
Fonte CBN