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A Polícia Civil investiga o caso de intoxicação de 11 alunos do Centro de Ensino de Tempo Integral (CETI) Miguel Lidiano, no bairro Junco, em Picos.
Os estudantes, com idades entre 15 e 17 anos, passaram mal na tarde de quarta-feira (15), apresentando sintomas como tontura, vômito, desmaio e dor de cabeça. Eles foram encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
Segundo o delegado Rodrigo Moraes, titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Picos, a investigação foi iniciada em caráter preliminar, com a abertura de uma Verificação Preliminar de Informação (VPI).
“A Polícia Civil instaurou uma VPI e determinou que uma equipe vá até o local para colher depoimentos de testemunhas, reunir imagens de câmeras de segurança e verificar se algum veículo pode ter emitido gases ou causado alguma situação anormal nas proximidades”, explicou.
O delegado também destacou que outras medidas já foram solicitadas para auxiliar na apuração do caso.
“Estamos solicitando acesso ao laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros, que esteve no local, e também tentando contato com as vítimas para obter os prontuários médicos. Isso vai nos ajudar a entender melhor o que pode ter causado a intoxicação”, afirmou.
Ele ressaltou que, neste momento, a investigação ainda busca elementos inicais para esclarecer o ocorrido.
“Trata-se de uma apuração preliminar. Nosso objetivo agora é reunir informações que nos apontem um caminho sobre o que, de fato, aconteceu”, completou.
Entenda o caso
De acordo com a direção da UPA de Picos, os estudantes deram entrada por volta das 14h30 com suspeita de intoxicação. Todos foram atendidos conforme os protocolos médicos e apresentaram quadro de saúde estável.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que o odor não teve origem dentro da unidade escolar.
Os alunos relataram ter sentido um cheiro forte momentos antes de passarem mal, descrito como semelhante a uma mistura de óleo, inseticida, asfalto e até fossa.
Eles passaram por exames clínicos, como eletrocardiograma e exames de sangue, mas não realizaram exame toxicológico, já que o procedimento não estava disponível na unidade. Durante o atendimento, alguns apresentaram febre, permanecendo sob acompanhamento médico.
A Vigilância Sanitária de Picos informou que também investiga o caso e descartou, inicialmente, a atuação do “fumacê”, já que o veículo não estava no município e opera em horários específicos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para verificar um possível vazamento de gás, mas não constatou nenhuma irregularidade no local.
As causas do episódio seguem desconhecidas e continuam sob investigação das autoridades.
O estado de saúde atualizado dos estudantes não foi divulgado.