Audiência discute fim da escala 6x1 com sindicatos e entidades sociais

Audiência discute fim da escala 6x1 com sindicatos e entidades sociais

leandro santos
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Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2025 – Ato do Dia do Trabalhador pede o fim da escala 6x1 e melhores condições de trabalho e renda, na Cinelândia, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
© TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a redução da jornada de trabalho realizou, nessa terça-feira (26), uma audiência com representantes de entidades sindicais e movimentos sociais.

O deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, apresentou nessa segunda-feira (25), relatório que prevê o fim da escala 6x1 em 60 dias. O texto também sugere uma redução da jornada de 44 para 42 horas semanais ainda este ano e, após 12 meses, a diminuição da carga horária para 40 horas.

O criador do movimento Vida Além do Trabalho, o vereador Rick Azevedo, do Rio de Janeiro, se disse otimista para a aprovação do texto, mas afirmou que seguirá em busca de uma jornada de 36 horas semanais.

“Aqui eu quero deixar registrado. Estamos caminhando para uma vitória de escala 5x2 e 40 horas semanais. Mas o objetivo do movimento VAT é 36 horas semanais, é escala 4x3.  Então quero dizer que vai ter luta. A gente vai conseguir a 5x2 agora, a gente vai conseguir as 40 horas sem transição, porque a gente não vai engolir essa transição não. A gente quer sem transição".

O Secretário Nacional da Central Única dos Trabalhadores, Valeir Ertle, destacou a importância da mobilização para garantir a aprovação da matéria ainda nesta semana.

"É um avanço muito grande acabar com 6x1. Eu como comerciário, eu sei o que é trabalhar de segunda a segunda, porque o comerciário hoje trabalha em vários segmentos, trabalha domingos e feriados inclusive. Então é um avanço significativo,  implementar o 5x2 e com certeza as 40 horas semanais é uma luta histórica e a gente conseguir aprovar amanhã ou no máximo, quinta-feira, em plenário, vai ser muito importante. Depois, uma luta no Senado para conseguir aprovar também".

Roberta Pontes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, salientou que a luta por essa nova jornada também é uma demanda dos filhos dos trabalhadores.

“Que a luta da escala 6x1 não é apenas a luta dos trabalhadores e trabalhadoras desse país. Mas é também a luta dos filhos da classe trabalhadora que, assim como seus pais, merecem viver com dignidade, merecem viver com qualidade, merecem descansar com qualidade e sobretudo ter tempo para estudar com dignidade e qualidade”.

A Comissão Especial deve votar o texto do fim da escala 6x1 nesta quarta-feira (27). A promessa é a votação da PEC pelo plenário da Câmara ainda esta semana.

No Senado, representantes dos empresários pressionam os parlamentares para que o fim da escala 6x1 não seja votada neste momento e criticam o texto que está em discussão na Câmara dos Deputados.

Nesta terça-feira, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e outros líderes empresariais participaram de uma reunião a portas fechadas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Eles alegaram que a redução da escala de trabalho pode levar a um aumento dos preços.

Após ser questionado pela imprensa sobre o andamento da PEC na casa, Alcolumbre respondeu que a decisão sobre o rito da votação e se ela deve ocorrer antes das eleições de outubro será definido pelos senadores.

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