Dia do Trabalhador: manifestação em Teresina critica pejotização e escala 6x1

Dia do Trabalhador: manifestação em Teresina critica pejotização e escala 6x1

leandro santos
0

 Foto: Bartolomeu Almeida / TV Cidade Verde

manifestacao_dia_do_trabalhador_1.jpeg

Estudantes, movimento sindicais e partidos de esquerda se reuniram na manhã desta sexta-feira (01), feriado do Dia do Trabalho, para reivindicações. O movimento ocorreu na Praça da Liberdade, Centro de Teresina, e teve o debate de pautas relevantes a classe trabalhadora, como fim da escala 6 x 1, a pejotização do trabalho e o combate ao feminicídio.

Presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil, Edilson Rocha cita que a luta pelo fim da escala 6 x 1 ocupa o centro das manifestações hoje no Brasil. Segundo ele, a mobilização nas ruas é importante para que o projeto avance.

“O centro é o fim da escala 6x1 que é uma herança escravista. Achamos que nesse congresso de maioria conservadora é preciso ter a mobilização nacional e esse é o papel do 1º de maio e defender essa bandeira que mais de 60% da população defende. Achamos que é uma campanha de mobilização a mais de anos e a maioria do brasil é favorável. Acreditamos que com essas mobilizações iremos enterrar essa escala 6 x 1”, cita o presidente.

O presidente estadual do PC do B, José Carvalho, cita que para fortalecer o movimento é necessário que o trabalhador tome consciência dos seus direitos e lute por melhorias.

É bem representativo do ponto de vista do movimento, com partidos, centrais sindicais, movimento estudantil e outros sindicatos, mas precisamos chegar ao grosso da população que a classe trabalhadora. A esse povo que é explorado e tem seus direitos ameaçados, como por exemplo, essa questão da pejotização. Você deixa de ser um trabalhador normal para ser um CNPJ e perder seus direitos. O povo trabalhador precisa tomar ciência disso”, destaca.

Foto: Bartolomeu Almeida / TV Cidade Verde

manifestacao_dia_do_trabalhador_3.jpeg

Outra pauta debatida na manifestação foi o combate ao feminicídio. Segundo a vice-presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (Adufpi), Barbara Johas, a educação tem um papel fundamental para o fim desse crime. Na visão dela, a universidade é um ambiente importante nas desconstruções das estruturas de desigualdade e violência.

“Temos uma questão importante que é a violência contra a mulher. Que atravessa a vida das mulheres e das mulheres trabalhadoras, tanto no ambiente de trabalho, quanto em outros. A gente entende que a luta dos trabalhadores é uma luta que agrega várias dimensões, entre elas o fim da violência contra mulher, pelo fim do feminicídio, por uma sociedade mais igualitária e que as mulheres tenham, direito a desenvolver sua vida livremente”, detalha.

O Dia do Trabalhador, comemorado a nível nacional no dia 1º de maio, também é uma data para comemorar direitos conquistados. O presidente de Central Única do Trabalhador (CUT), Odali Medeiros pontua o aumento do salário mínimo e a isenção do imposto de renda como ganhos em 2026.

“Posso citar o ganho do aumento real do salário mínimo. Termos tido ganho real e isso melhora a vida da classe trabalhadora, melhora a situação no país. Outro ganho importante é a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5mil. Estamos lutando agora para que o congresso possa votar o fim da escala 6 x 1 que é muito importante para classe trabalhadora. Comprovadamente temos setores no Brasil com mais de 60% dos trabalhadores. Com uma carga menor com certeza você terá uma melhor qualidade de vida. Temos uma quantidade de senadores e deputados que não tem compromisso com a sociedade. O compromisso é só com a manutenção da política que os sustenta”, finaliza.

Foto: Bartolomeu Almeida / TV Cidade Verde

manifestacao_dia_do_trabalhador_2.jpeg

Como estão os temas a nível de projeto?

  • Fim da escala 6x1

O debate avançou significativamente no Congresso. Em 2026, o governo federal enviou um projeto de lei com urgência constitucional propondo o fim da escala 6x1, redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e garantia de dois dias de descanso sem alteração salarial. Paralelamente, tramitam propostas de emenda à Constituição (PECs) que vão ainda além, prevendo jornadas de até 36 horas e até quatro dias de trabalho por semana. Essas PECs já tiveram admissibilidade aprovada na CCJ e seguem para comissão especial e, depois, votação em plenário.

  • Pejotização

A pejotização não está concentrada em um único projeto específico, mas é alvo de disputas no Congresso e no Judiciário. O tema aparece em propostas de regulamentação das relações de trabalho e em debates sobre modernização da legislação trabalhista, além de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem validado, em alguns casos, a contratação por pessoa jurídica. Hoje, o cenário é de insegurança jurídica: há iniciativas para limitar abusos e garantir direitos mínimos, mas ainda sem consenso político para aprovação de uma lei específica que discipline a prática de forma ampla.

Tags

Postar um comentário

0 Comentários

Postar um comentário (0)

#buttons=(Tá bom, aceito!) #days=(20)

Aceite nossos termos de uso para melhor experiência! Leia aqui
Ok, Go it!