Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

A Câmara Municipal de Teresina aprovou, nesta terça-feira (19), um requerimento para a realização de uma audiência pública sobre a situação do transporte coletivo da capital. A proposta foi apresentada pelo vereador João Pereira (PT), em meio ao movimento grevista de motoristas e cobradores e às discussões sobre a qualidade do serviço prestado à população.
Segundo o parlamentar, o debate foi solicitado após reclamações de trabalhadores e usuários do sistema. O vereador afirmou que o atual modelo do transporte público não atende a população e classificou o sistema como falido.
Durante entrevista, João Pereira afirmou que mais da metade da população não utiliza o transporte coletivo devido à precariedade do serviço.
“Da forma que está não atende os teresinenses. Mais de 50% da população não utiliza o transporte público e os que utilizam enfrentam um sistema precário”, afirmou.
O vereador também citou dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores do setor, como salários e condições de trabalho. “Você vê claramente um sistema falido. Por isso nós vamos debater essa situação na audiência pública e encaminhar um documento ao prefeito pedindo uma resolutividade”, declarou.
Ainda segundo o parlamentar, a audiência deverá reunir representantes dos trabalhadores, empresários, prefeitura e demais instituições ligadas ao transporte público. João Pereira também informou que pretende visitar a cidade de Caucaia, no Ceará, para conhecer o modelo de transporte público gratuito implantado no município.
Foto: Benonias Cardoso

Base defende Silvio Mendes
O tema também gerou manifestações de vereadores da base do prefeito Silvio Mendes. O vereador Pedro Alcântara (PP) afirmou que os trabalhadores têm direito ao reajuste salarial e ao movimento grevista, mas defendeu a atuação da prefeitura na crise.
“O prefeito está repassando o dinheiro. A questão salarial é entre patrão e empregado e deve ser resolvida na Justiça do Trabalho”, afirmou o parlamentar.
Pedro Alcântara também declarou que, em caso de paralisação total, a prefeitura deverá colocar transporte alternativo em circulação para atender a população. Segundo ele, o prefeito estuda dividir o subsídio destinado às empresas de ônibus com operadores alternativos, caso haja interrupção do serviço regular.
A audiência pública ainda deverá ter data definida pela Câmara Municipal.
Foto: Benonias Cardoso
