
A prisão ocorreu dentro do Draco quando ele veio a instituição pegar informação das buscas e apreensões dos veículos. A polícia informou que a empresa é localizada no bairro Aeroporto.
Durante a operação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão no escritório e na residência do investigado. O objetivo das diligências é localizar documentos, registros financeiros e a lista de compradores dos veículos negociados no esquema.
De acordo com o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), o suspeito alugava veículos por meio de contratos firmados com empresas locadoras e, após deixar de cumprir os pagamentos, revendia os automóveis a terceiros, mesmo sem possuir a propriedade legal dos bens. Ele vendia ilegalmente os veículos que chegavam a custar R$ 100 mil.
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“Diversas pessoas já procuraram espontaneamente a autoridade policial para colaborar com as investigações e iniciar o processo de devolução dos veículos. Aqueles que foram identificados, têm ciência da origem irregular dos automóveis e ainda não se apresentaram serão formalmente intimados. O DRACO continuará avançando nas investigações para identificar todos os participantes da organização criminosa, recuperar os veículos desviados e garantir a responsabilização penal e patrimonial de cada envolvido”, disse o coordenador do DRACO, delegado Laércio Evangelista.
A Polícia Civil trabalha para localizar os automóveis ainda não recuperados e identificar todos os envolvidos na organização criminosa. “Vários investigados, e peço as vítimas que adquiriram os carros, para devolver os veículos”, disse o delegado.
A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens vinculados ao investigado e à empresa administrada por ele, como forma de assegurar o ressarcimento das vítimas e evitar a ocultação de patrimônio.
“As pessoas que foram enganadas devem procurar a Justiça para serem restituídas. Já as que compraram carro sabendo do golpe irão responder por crime de estelionato”, disse Laércio Evangelista.
O esquema teria durado por 10 anos, e segundo o delegado o suspeito admitiu a realização dos crimes. As investigações seguem em andamento .