Greve de ônibus em Teresina começa segunda após impasse sobre reajuste

Greve de ônibus em Teresina começa segunda após impasse sobre reajuste

leandro santos
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 Foto: Sayuri Sato / TV Cidade Verde

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Após uma reunião a portas fechadas na manhã desta sexta-feira (22), trabalhadores e integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro) decidiram pela greve de ônibus. Segundo o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso a categoria não aceitou o reajuste de apenas 4,11% no salário de motoristas e cobradores. 

“A decisão da categoria foi unânime em optar pela greve. Diante da proposta que foi apresentada a primeira a categoria não aceitou, eles apresentaram uma outra proposta e o trabalhador aceitou ticket a R$ 800 e o plano de saúde no valor de R$ 150, porém, os 4,11% no salário, linear cobrador e motorista, não passou. Então por isso o movimento grevista se inicia a partir de zero horas de segunda-feira”, afirma o presidente. 

Segundo o secretário de finanças do Sintetro, Renato Pacheco foi oferecido à categoria correção de 4,11% no salário, reajuste de 12% no auxílio saúde, o que dá um incremento de R$ 15, e reajuste de R$ 110 no ticket alimentação, que sai de R$ 650 para R$ 760. Esses valores ainda são considerados distantes do solicitado pela categoria, principalmente no plano de saúde e salário.

“A categoria fez o pedido e está longe da realidade que eles estão oferecendo. O ticket alimentação está muito próximo de chegar no consenso, mas o plano de saúde e o salário eu acho que está inviável. O TRT está ajudando muito, mas os empresários não querem cooperar. Eles falam sobre custos, falam da folha de pagamento da categoria de R$ 7 milhões, que na realidade não é, porque em dezembro do ano passado eles pleitearam com a Prefeitura para pagar o 13º da categoria e só foram R$ 3 milhões. Então essa conta deles não bate”, explica o secretário.

Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

ônibus e carros  na ponte JK, Juscelino Kubitschek, no trânsito de Teresina

A categoria solicitou reajuste do plano de saúde para R$ 160 com agregado de 7% no salário e o ticket alimentação mínimo de R$ 800. Antônio Cardoso também cita que o subsídio dado pela Prefeitura será de R$ 6 milhões, com incremento de 5,35%. Porém, esse valor teria que ser voltado exclusivamente para a categoria, o que impediria um movimento grevista. 

"A gente sabe que o superintendente da Strans deixou bem claro que esse dinheiro seria justamente para dar esses reajustes em cima dos salários e benefícios, porém falta realmente uma contrapartida do Setut, assim como das empresas, se eles não derem nada para categoria a Prefeitura vai retirar esse percentual que foi oferecido em cima dos R$ 6 milhões. A gente sabe da realidade. Com esse valor a gente teria o poder de convencer a categoria de que esse era o melhor cenário já que a gente sabe que uma decisão ela vai dar realmente so o índice da inflação de forma linear. Então a gente teria realmente um ganho real somando todos os itens daria em torno de 9%", explica. 

O Sintetro aponta ainda que segue aberto a negociações durante o final de semana. Caso a realidade não mude, a greve será deflagrada a meia noite desta segunda-feira (25). 

Empresário rebate percentual de reajuste

Segundo o empresário Júlio de Souza, do Consórcio Teresina, o reajuste apresentado é de 4,11% no salário, 23% no ticket e 12% no auxílio saúde, com ganho de 8,29%, o que seria 4,18% acima da inflação. 

“5% em cima dos R$ 6 milhões da R$ 300 mil. 8,29 em cima da nossa folha que é em torno de R$ 6,9 milhões temos mais de 500 mil de reajuste. A prefeitura ta dando 500 mil e nós vamos reajustar em 500. Então assim, a conta não fecha. O que já estava insuficiente em R$ 6 milhões vamos pegar e tirar parte dele para cobrir o reajuste. A Prefeitura da 5% em cima dos R$ 6 milhões, só que nossa folha não é R$ 6 milhões, ela passa de R$ 7 milhões. A tarifa não tem reajuste desde 2020, mais da metade é gratuidade. Qual outro segmento que o empresário é obrigado por lei a doar parte da sua produção? A passagem é nossa produção", afirma. 

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