Idosa foi morta por filho com esquizofrenia dois dias antes de corpo ser achado

Idosa foi morta por filho com esquizofrenia dois dias antes de corpo ser achado

leandro santos
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 Foto: Benonias Cardoso / Cidadeverde.com

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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciou as investigações do assassinato de Rita de Cassia Albuquerque Silva, 75 anos, em uma residência, no bairro São Cristovão, zona Leste de Teresina.

A idosa foi morta a facadas e o corpo foi encontrado no domingo (17), porém a polícia suspeita que a vítima tenha sido morta na sexta-feira (15).

Segundo o delegado Baretta, coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o filho da idosa foi autuado em flagrante pelo crime.

A informação repassada à investigação é que o suspeito possuía esquizofrenia e resistia a internação que era cogitada pela família. No dia do crime, a mãe teria ido a casa do filho para entregar remédios. Ela foi morta com uma faca de serra pequena, arma apreendida no local.

“O suposto autor se encontrava no local e a vítima estava desaparecida a cerca de dois dias. Os familiares foram atrás, não encontraram ela na casa. Segundo informações ela tinha ido até a casa desse filho para levar os medicamentos. Na casa, segundo ele, teve essa discussão porque ele não queria ser internado e segundo consta os familiares ele teria esquizofrenia. Ele partiu para cima da mãe com uma faca de serra, inclusive essa faca quebrou e ela foi golpeada no pescoço, no rosto, tinha lesões de defesa nos braços e mãos”, afirma o delegado.

A sobrinha da vítima que atua como delegado no estado do Ceará foi a primeira a ter contato com a cena do crime. Ela teria ido até a casa, encontrou o imóvel fechado e recorreu a um chaveiro que abriu a residência. Lá o suspeito estava eufórico e o corpo na sala exalando odor forte. A suspeita é que ela tenha sido morta ainda na sexta-feira (15).

O Samu foi acionado porque o suspeito informou que tinha tomado uma substancia que o levaria a óbito. Ele foi levado pela ambulância ao Hospital Areolino de Abreu. O filho da idosa passa por audiência de custódia e o juiz pode decidir pela internação no Hospital Areolino de Abreu.

“A doença não exime da autuação em flagrante. Quem adentra a culpabilidade é o Ministério Público e a Justiça para analisar se ele tinha consciência na época do fato. Vão ser juntados documentos, mas para nós agimos de acordo com o fato jurídico”, explica o delegado.

O caso foi encaminhado a Delegacia de Feminicídios do DHPP que deve encerra o inquérito em dez dias devido a prisão do suspeito.

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