Irã defende proposta para acordo de paz com os EUA e afirma que Trump apresenta 'exigências descabidas'

Irã defende proposta para acordo de paz com os EUA e afirma que Trump apresenta 'exigências descabidas'

leandro santos
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O Irã afirmou nesta segunda-feira (11) que sua proposta de acordo de paz aos Estados Unidos não era 'excessiva' e que o governo Trump continua apresentando 'exigências descabidas'. Teerã rejeitou nesse domingo (10) a proposta de Donald Trump para pôr fim à guerra, que, segundo o país, 'significaria uma submissão' ao presidente dos EUA.

Em uma publicação no Truth Social, Trump classificou a resposta do Irã como 'TOTALMENTE INACEITÁVEL'.

Em uma coletiva de imprensa nesta segunda (11), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o Irã está apenas buscando garantir seus direitos e fez sugestões 'generosas e responsáveis' aos EUA.

Segundo a mídia iraniana, as exigências de Teerã incluem indenização por danos de guerra, o fim do bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz sem novos ataques e o levantamento das sanções.

'Nossa reivindicação é legítima: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio [dos EUA] e da pirataria, e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão dos EUA'.

'A passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano foram outras exigências do Irã, consideradas uma oferta generosa e responsável para a segurança regional', completou.

Trump chama proposta de 'inaceitável'

O presidente Donald Trump rejeitou neste domingo (10) a resposta do Irã à proposta americana com o objetivo de pôr fim à guerra no Oriente Médio. Em publicação nas redes sociais, o republicano chamou o texto de “totalmente inaceitável”.

O regime dos aiatolás pediu pelo encerramento em todas as frentes do conflito, especialmente nos ataques de Israel contra o Líbano, e a segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz. No entanto, não houve indicação de reabertura da passagem marítima. A resposta iraniana também solicitou garantias contra um novo ataque.

O país persa ainda apontou para a necessidade de suspender, por 30 dias, as sanções dos Estados Unidos sobre as vendas de petróleo iraniano e de encerrar o bloqueio naval.

Fontes ouvidas pelo jornal americano "The Wall Street Journal" disseram que as questões nucleares seriam negociadas ao longo dos próximos dias. A reportagem revela que o Irã propõe diluir parte do urânio altamente enriquecido e transferir o restante para um terceiro país.

A tensão permanece elevada na região do Golfo mesmo com o cessar-fogo em vigor há cerca de um mês.

Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait relataram a presença de drones iranianos sobre a região. Apesar do bloqueio no Estreito de Ormuz, neste domingo um navio do Catar transportando gás natural com destino ao Paquistão atravessou a passagem.

Foi a primeira embarcação deste tipo a passar pela região desde o início do conflito. A travessia foi interpretada como um gesto de confiança entre Irã, Catar e Paquistão, países envolvidos nas negociações diplomáticas.

Em entrevista ao programa 60 minutes, da emissora americana CBS, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país não previa a dimensão da crise envolvendo o Estreito de Ormuz. Segundo ele, o impacto estratégico da região foi entendido à medida que os combatem ocorreram.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás.
Fonte CBN

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