Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

Nesta quarta-feira, em assembleia geral, os trabalhadores do sistema decidiram por unanimidade entrar em estado de greve por conta da insatisfação com uma proposta feita aos empresários, que não foi aceita.
O objetivo era repor as perdas salariais acumuladas entre 2019 e 2022.
A proposta apresentada pelos trabalhadores foi a seguinte:
- reajuste salarial de 2%;
- ticket alimentação de R$ 950,00;
- plano de saúde de R$ 170,00.
A contraproposta dos patrões foi:
- aumento linear de 3%;
- ticket alimentação de R$ 677,00;
- plano de saúde de R$ 128,00.
Atualmente, o sistema conta com 1.200 trabalhadores. No caso do motorista com maior salário, com a proposta patronal, o vencimento passaria de R$ 2.403,00 para R$ 2.472,00, um aumento de R$ 69,00.
Com isso, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, a greve se tornou inevitável.
Após a paralisação prevista para o dia 18, o próximo passo será a greve geral, marcada para o dia 25 deste mês.
A ordem de serviço da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito prevê a circulação de 245 ônibus diariamente na capital do Piauí em dias normais, mas, com a greve, a situação deve ficar ainda mais difícil para os usuários.