Professores de escolas particulares fazem paralisação e cobram reajuste no Piauí

Professores de escolas particulares fazem paralisação e cobram reajuste no Piauí

leandro santos
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 Foto: Divulgação / Sinpro

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O Sindicato de Professores Particulares e Auxiliares da Administração Escolar do Piauí (Sinpro) realizou na manhã desta segunda-feira (25) uma paralisação professores de escolas particulares das atividades escolares da rede privada de ensino.

A categoria reivindica reajuste salarial acima da inflação, retorno da bolsa de estudos de 100%, valorização de professores e auxiliares e melhoria de direitos trabalhista.

Segundo o presidente do sindicato, Jurandir Soares, a categoria vem encontrando dificuldades com o setor patronal até para realizar a convenção coletiva, acordo obrigatório firmado entre o sindicato patronal e o sindicato dos trabalhadores de uma categoria que define regras, pisos salariais, jornada e benefícios aplicáveis a todos os profissionais daquele setor.

“Na verdade, estamos reivindicando porque desse fevereiro estamos tentando negociar a convenção coletiva. Tivemos dois encontros e não foi frutífero. Agora no dia 2 de junho vamos ter uma próxima negociação que eles já estão querendo esquivar”, afirma.

A categoria de professores e auxiliares de escolas particulares afirma que está desde 2020 sem aumento salarial real.

Isso porque, o reajuste anual de mensalidades acontecer, mas o setor patronal aplica reajuste de salários apenas dentro do INPC, a taxa oficial do IBGE que mede a inflação e a perda do poder de compra das famílias de baixa renda. O sindicato reivindica que haja um aumento real.

Outra necessidade dos professores e auxiliares tem sido a melhora nas condições de trabalho. Segundo o sindicato, há registros de aumento de adoecimento de professores dentro do ambiente de trabalho.

“Está existindo um adoecimento de professores, auxiliares de educação. Então em função disso dessa não valorização é que nos estamos reivindicando. As professoras de ensino infantil estão tendo uma sobrecarga extraclasse. No ensino superior privado, além da defasagem de salário, querem cortar a bolsa. Estamos conclamando a categoria. Os pais também ficam ao lado dos professores nesse movimento”, conta.

A paralisação foi realizada em ato no cruzamento da Avenida Raul Lopes com a Jóquei Club. A categoria agora se reúne novamente na manhã desta segunda-feira (25) para definir o planejamento das próximas paralisações.

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