O presidente americano, Donald Trump, voltou a afirmar nesta quarta-feira que o Irã quer fechar um acordo para encerrar a guerra contra os Estados Unidos e Israel, mas expressou insatisfação com os termos do acordo negociado com Teerã.
As declarações ocorreram durante a abertura de uma reunião de Gabinete na Casa Branca, convocada por Trump para discutir a situação do conflito e as negociações em curso com seus principais assessores.
O republicano também disse hoje mais cedo que os EUA não vão aliviar sanções ao Irã em troca da entrega de urânio altamente enriquecido, em entrevista hoje à PBS News. Um dos pontos mais sensível do acordo.
O encontro ocorre dias depois de o republicano insistir que havia "praticamente negociado" um acordo com Teerã, embora as conversas ainda permaneçam em situação incerteza e os dois lados descartem um pacto iminente.
A tensão entre os países escalou nos últimos dias, após novas ações militares americanas serem acusadas de violações ao cessar-fogo por Teerã.
Além disso, a Casa Branca afirmou em comunicado que as notícias veiculadas pela mídia iraniana sobre um memorando de entendimento para pôr fim à guerra "não são verdadeiras e são uma completa invenção".
Mais cedo, uma emissora estatal iraniana afirmou que teve acesso à minuta de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos.
Segundo a reportagem, a proposta prevê que as forças militares dos EUA vão se retirar das proximidades do Irã e suspenderão o bloqueio naval.
Em contrapartida, o Irã se comprometeu a restaurar o número de navios comerciais em trânsito pelo Estreito de Ormuz aos níveis pré-guerra dentro de um mês.
Enquanto negociações seguem entre os dois países, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou nesta quarta-feira em comunicado na mídia estatal que a passagem de embarcações de "países hostis" pelo Estreito de Ormuz continua proibida.
Os confrontos se intensificam entre Israel e Líbano.
O Exército de Israel emitiu um alerta de evacuação hoje para os moradores de uma no sul do Líbano, e áreas vizinhas, afirmando que estava prestes a atacar alvos do Hezbollah na região.
Esses ataques dificultam o acordo, visto que o Irã exige desde o iniciou das negociações que o Líbano esteja incluído na proposta de um cessar-fogo definitivo.
O governo norte-americano vai estender por seis meses as proteções contra deportação e as permissões de trabalho para milhares de cidadãos libaneses nos Estados Unidos, segundo aviso publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial dos EUA.