Foto: @rafaelribeirorio / CBF

Quatro dos gols do Brasil na vitória por 6 a 2 sobre o Panamá, na noite de domingo (31), foram marcados no segundo tempo, com um time quase inteiramente diferente do escalado no primeiro -só permaneceu em campo o zagueiro Léo Pereira. A goleada foi estabelecida na etapa final, e o desempenho dos reservas no Maracanã foi elogiado por Carlo Ancelotti.
"A atuação da segunda parte foi uma atuação importante. Os jogadores que entraram mostraram qualidade", afirmou o treinador, fazendo a ressalva de que "o adversário baixou o ritmo e a intensidade" após o intervalo, o que tornou mais fácil a tarefa daqueles que foram acionados na metade final.
"Passa pela minha cabeça a possibilidade de mudar a equipe, mudar a estratégia de jogo. O jogo da segunda parte me dá mais uma dúvida. Para mim, isso é muito bom, uma dúvida positiva.
Obviamente, o time não está 100% definido. Vamos avaliar com tranquilidade e tomar a decisão correta. De uma coisa estou seguro: vão ser 11", brincou o italiano.
Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos marcaram saindo do banco e ganharam pontos com o técnico. Aquele que mais bem aproveitou a chance foi Paquetá, que entrou no lugar de Matheus Cunha, em função similar: sem a bola, marcava pelo lado esquerdo; com ela tinha liberdade para atuar pelo meio. Foi assim que balançou a rede e que deixou Danilo Santos na cara do gol.
"A equipe estava equilibrada, e a atuação do Paquetá foi muito boa. Teve qualidade na posse de bola, marcou, deu assistência. Foi uma partida do Paquetá em um nível muito alto", afirmou o treinador, que prometeu fazer mistério. "Até a Copa eu quero criar um pouco de suspense ou não teremos tema para falar. É uma ajuda para vocês, porque acabou o tema Neymar."
O "tema Neymar" foi aquele que dominou os primeiros dias de preparação do Brasil para o Mundial, na Granja Comary, em Teresópolis. O atacante de 34 anos se apresentou uma lesão na panturrilha direita mais grave do que a que dizia ter. Foi cogitado seu corte, porém a decisão foi esperar sua recuperação.
A expectativa é que o atleta esteja à disposição a partir da primeira ou da segunda partida do Mundial. Sem ele, Ancelotti adotou contra o Panamá duas formações de características diferentes. No primeiro tempo, com Raphinha e Vinicius Junior na frente, com velocidade e contra-ataque. No segundo, com mais controle da posse de bola.
Na visão do italiano, o Brasil tem "jogadores rápidos, bons no um contra um". Por isso, ainda que ele cogite a possibilidade de alguma substituição pontual, não vai mudar seu plano de adotar o plano tático da etapa inicial. "Jogar um futebol de posse não vai evidenciar as melhores características dos nossos jogadores."
Os atletas foram liberados após a partida no Rio de Janeiro e vão se reapresentar na tarde de segunda-feira (1º), em um hotel na Barra da Tijuca. A delegação passará na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e partirá às 20h para o aeroporto do Galeão, de onde rumará para Nova York.