Creche: delegada diz que há provas robustas no caso dos estupros de 11 crianças

Creche: delegada diz que há provas robustas no caso dos estupros de 11 crianças

leandro santos
0

 Foto: Eduardo Costa/Cidadeverde.com

escola-timon-creche.jpeg

A delegada Lorena Alves, titular da Delegacia Esecial da Mulher de Timon, confirmou nesta quinta-feira (18) que investiga a denúncia de estupro contra 11 crianças dentro de uma creche na Vila João Reis, em Timon (MA). Segundo ela, as vítimas – a maioria com Transtorno do Espectro Autista (TEA) – tem idade de 2 anos a 4 anos. 

principal suspeito dos crimes, o diretor-adjunto da creche Alberto Luiz, de 49 anos, foi preso e ontem teve prisão revogada pela justiça do Maranhão. A alegação do juiz é que o Ministério Público não apresentou a denúncia dentro do prazo previsto. 

Cidadeverde.com entrou em contato com a promotora Karina Chaves, que está no caso, e ela não quis se manifestar. Alegou que o processo corre em segredo de justiça e que “os pais das crianças estão bem-informados”. 

Para a delegada, não houve extrapolação de prazos e destacou que o inquérito ainda está em andamento.

“É um inquérito que envolve denúncias contra 11 crianças,  já ouvimos as vítimas, há provas robustas do crime na creche e a soltura absurda do diretor não altera em nada. O Ministério Público Estadual deve recorrer dessa decisão e o inquérito está dentro do prazo”, disse Lorena Alves. 

Ela ressaltou que a investigação já ouviu 11 crianças, precisa dos laudos e vai ouvir os funcionários da creche e corre dentro do prazo.  As câmeras de segurança da creche estão sendo periciadas. 

Foto: Eduardo Costa 

creche2.jpg

Delegada Lorena Alves

Proibições impostas ao diretor

O diretor adjunto foi solto, mas o juiz impões restrições como  uso de monitoramento eletrônico, ficar afastado das funções públicas, proibido de se aproximar de qualquer escola pública ou privada, além do recolhimento domiciliar rigoroso durante o período noturno e nos dias de folga.

O investigado também está proibido de manter contato ou se aproximar das vítimas e das testemunhas arroladas no processo, por qualquer meio de comunicação.

Na mesma decisão, o juiz deferiu o pedido da autoridade policial para prorrogação do prazo de conclusão do inquérito por mais 30 dias. Segundo o magistrado, embora a extensão do prazo tenha sido autorizada, a manutenção da prisão preventiva não poderia subsistir diante do descumprimento dos prazos processuais previstos em lei.

Tags

Postar um comentário

0 Comentários

Postar um comentário (0)

#buttons=(Tá bom, aceito!) #days=(20)

Aceite nossos termos de uso para melhor experiência! Leia aqui
Ok, Go it!