A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro reconheceu nesta quarta-feira (17) que o político pediu ajuda a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para consertar uma arma de fogo registrada em seu nome. No documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados afirmam que a própria equipe de segurança de Bolsonaro havia deixado a arma inoperante para evitar riscos diante das condições de saúde mental do ex-presidente.
“[...] as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário [Jair Bolsonaro], capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante”, diz a defesa.
EPISÓDIO ANTERIOR ENVOLVENDO TORNOZELEIRA ELETRÔNICA
Em 22 de novembro de 2025, durante outro período de prisão domiciliar, Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica utilizando um ferro de solda. Na ocasião, ele alegou ter sofrido alucinação e “certa paranoia”, possivelmente provocadas pelo uso de medicamentos.
Ainda segundo os advogados, Bolsonaro manipulou a arma, realizou um teste de disparo e constatou que o mecanismo não estava funcionando regularmente. Diante da situação, o ex-presidente pediu que um dos militares responsáveis por sua segurança pessoal levasse a pistola para avaliação e conserto.
DEFESA DIZ QUE OBJETIVO ERA APENAS MANUTENÇÃO
“A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção”, afirma a defesa. Os advogados também informaram que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma enquanto permanecer em prisão domiciliar.