Equipes de resgate da Venezuela passaram a noite em busca de sobreviventes dos mais fortes terremotos registrados no país em 100 anos. Segundo o governo, pelo menos 32 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas.
Num intervalo de menos de um minuto, o país foi atingido por um tremor de magnitude 7.2 e outro de 7.5. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, os abalos sequenciais podem ter matado de 10 mil a 100 mil pessoas.
A presidente interina Délcy Rodríguez decretou estado de emergência nacional; determinou a suspensão das aulas; e convocou médicos e enfermeiros aos hospitais. O metrô de Caracas está fechado e o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo do país, teve as operações suspensas por tempo indeterminado devido a graves danos estruturais.
Equipes de engenharia, defesa civil e centenas de agentes de resgate foram mobilizados em caráter de urgência para atuar nos escombros de edifícios e hotéis que desabaram em Caracas e em cidades do interior.
Em pronunciamento, a presidente interina da Venezuela, Délcy Rodrigues, disse que a prioridade é encontrar sobreviventes nos escombros. A presidente interina da Venezuela destacou o apoio que vem recebendo de governos e organismos internacionais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para oferecer ajuda humanitária imediata à Venezuela.
Em comunicado, Trump classificou os abalos como massivos em escala e informou que instruiu todas as agências do governo americano a mobilizarem equipes de busca, resgate e insumos médicos de emergência para envio imediato à região afetada.
O presidente americano falou em um número devastador de mortos, mas não deu mais detalhes.
O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro enviou uma mensagem em nome dele e da esposa, Cilia Flores, direcionada à população venezuelana. O ex-ditador e a esposa estão presos em Nova York desde janeiro, quando foram capturados pelo exército dos Estados Unidos em Caracas e enviados ao país para responder por diversos crimes.
No Brasil, o presidente Lula manifestou consternação com os impactos dos terremotos e orientou o Ministério das Relações Exteriores a avaliar medidas de assistência em conjunto com a embaixada brasileira em Caracas.
Em comunicado, o Planalto reafirmou a determinação do Brasil em apoiar a gestão da presidente encarregada Délcy Rodríguez no trabalho de recuperação das áreas atingidas. Segundo o Itamaraty, não há relatos de cidadãos brasileiros entre as vítimas dos tremores.