EUA anunciam ataques contra centros de drones em ilhas iranianas; Irã acusa de violação do cessar-fogo

EUA anunciam ataques contra centros de drones em ilhas iranianas; Irã acusa de violação do cessar-fogo

leandro santos
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Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (1), por meio do Comando Central dos EUA, o regimento do exército americano no Oriente Médio, que realizou ataques contra radares iranianos e centros de comando e controle de drones em Goruk, Irã, e na Ilha de Qeshm neste fim de semana.


O país cita os ataques como uma 'autodefesa'.



'Os ataques calculados e deliberados ocorreram no sábado e no domingo em resposta às ações agressivas do Irã, que incluíram o abate de um drone MQ-1 americano que operava sobre águas internacionais. Os caças americanos responderam prontamente, eliminando as defesas aéreas iranianas, uma estação de controle terrestre e dois drones de ataque unidirecional que representavam ameaças claras para os navios que transitavam pelas águas regionais', declarou o comunicado.


Em resposta, a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã mirou a base aérea dos EUA que lançou o ataque — afirmando que 'alvos designados foram destruídos'.


O exército do Kuwait relata atividade de defesa aérea na área.


Por conta dos novos ataque, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou, nesta segunda-feira (1), Israel e os Estados Unidos de violações do cessar-fogo na região.



'Não é apenas o regime sionista que está violando o cessar-fogo; os Estados Unidos também estão cometendo violações do cessar-fogo em nossa região em larga escala', disse Esmaeil Baghaei.



Ele afirmou que um cessar-fogo no Líbano era parte integrante de qualquer cessar-fogo ou acordo final para pôr fim à guerra com os EUA.


Baghaei também afirmou que a 'ação agressiva' dos EUA levou as forças iranianas a atacar as posições de onde o ataque se originou.


Ele alegou que Washington estava 'constantemente mudando de opinião' e apresentando demandas novas ou contraditórias, o que prolongava o processo diplomático.


O porta-voz também afirmou que o Kuwait deteve injustificadamente quatro cidadãos iranianos e instou as autoridades kuwaitianas a esclarecerem o mais rápido possível a situação deles e a concederem acesso consular ao Irã.


As autoridades do Kuwait disseram no mês passado que homens detidos após supostamente tentarem entrar no país por mar admitiram ligações com a Guarda Revolucionária do Irã e que tinham a missão de se infiltrar na ilha de Bubiyan para realizar atos hostis.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que as negociações com o Irã para encerrar a guerra estão “muito perto de um acordo bom”. O trecho foi divulgado pelo perfil da Casa Branca na rede social X.


Trump disse, porém, que os Estados Unidos poderão “terminar militarmente” caso não haja entendimento. Para o presidente americano, um dos benefícios do acordo seria a abertura imediata do Estreito de Ormuz. Ele ainda afirmou que a “única garantia” que tem é que não haverá armas nucleares.


Neste sábado (30), o secretário de Defesa americano e chefe do Pentágono disse que os Estados Unidos estão prontos para retomar os ataques ao Irã se não houver um acordo.


A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã disse que interceptou e destruiu um drone americano na madrugada deste domingo (31). O aeromodelo havia entrado em águas territoriais iranianas com intenções hostis. Os Estados Unidos não comentaram sobre o ocorrido.


Enquanto isso, tropas israelenses capturaram uma montanha estratégica no sul do Líbano. O local é coroado por um castelo construído durante as Cruzadas.


A tomada do castelo, próximo à cidade de Nabatieh, ocorreu após dias de intensos combates e ataques aéreos em vilarejos vizinhos, onde soldados israelenses enfrentaram membros do Hezbollah na região montanhosa.


A captura marca um ganho significativo para Israel desde o início da mais recente guerra contra o Hezbollah. O avanço israelense ocorreu apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril.


O conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã completou três meses no último dia 28.

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