O presidente Lula participa nesta quarta-feira (17) como convidado do último dia da Cúpula do G7 nos Alpes franceses. De acordo com o Itamaraty e o Palácio do Planalto, o foco do líder brasileiro é a defesa de uma reforma no sistema financeiro internacional e o debate sobre tecnologias.
O presidente participa da Sessão de Líderes sobre Crescimento Econômico Equilibrado.
No painel com os chefes de Estado, o presidente brasileiro deve pautar a urgência de uma reforma da governança global, focando em mudanças estruturais na Organização Mundial do Comércio e na própria ONU.
O objetivo é cobrar que as decisões econômicas mundiais deem mais peso às necessidades das nações em desenvolvimento.
Por volta das 8h, no horário de Brasília, Lula participa de um almoço restrito aos líderes do bloco e convidados especiais dedicado exclusivamente à Inteligência Artificial.
O foco do discurso brasileiro será a necessidade de uma regulação global para a atuação e a responsabilização das big techs, garantindo que o avanço tecnológico proteja os direitos fundamentais e os mercados de trabalho locais.
O presidente da França, Emmanuel Macron, montou uma mesa altamente estratégica, reunindo os chefes de Estado com os principais líderes das maiores empresas de tecnologia do mundo.
Participam do almoço os CEOs de big techs como OpenAI, Google, Anthropic e Meta.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também participa do almoço com as empresas de IA e das outras atividades do encerramento da Cúpula do G7.
Ontem, o americano cobrou Israel por causa dos bombardeios ao Líbano e discutiu com os outros líderes do G7 a guerra na Ucrânia.
O presidente Lula não teve uma reunião bilateral com Trump e nem interagiu com o republicano na hora da foto oficial.
Numa reunião fechada do G7, Lula reafirmou que o combate ao crime organizado deve respeitar a soberania dos estados.
Mesmo sem citar Donald Trump, a declaração foi uma resposta à recente decisão do governo americano de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Ainda no discurso geral aos líderes do G7, Lula voltou a criticar o protecionismo e o unilateralismo.