Mães denunciam demora para agendamento de consultas no Hospital Lucídio Portela

Mães denunciam demora para agendamento de consultas no Hospital Lucídio Portela

leandro santos
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 Foto: Arquivo/Cidadeverde.com

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Um grupo de mães denunciou dificuldades para conseguir agendar consultas no Hospital Infantil Lucídio Portella, em Teresina. As reclamações envolvem a demora no atendimento, a limitação de vagas e a falta de informações sobre o processo de marcação, especialmente para especialidades como psicologia e neurologia.

Cidadeverde.com entrou em contato com o hospital para solicitar um posicionamento sobre as denúncias. O espaço segue aberto para manifestações.

Uma das integrantes do grupo, Eliza Pimenta, afirma que aguarda há mais de dois meses para conseguir marcar uma consulta com um psicólogo para a filha. Segundo ela, as famílias são orientadas a comparecer ao hospital em uma data específica para realizar o agendamento, mas, mesmo enfrentando longas filas, muitas acabam voltando para casa sem atendimento.

"Já faz mais de dois meses que estou tentando marcar uma consulta para minha filha com um psicólogo. A gente chega lá, eles mandam voltar em um dia específico. Quando chega esse dia, você passa mais de três horas na fila e, quando finalmente é atendida, dizem que não tem mais vaga. Moro no Piauí há um ano e meio e nunca presenciei uma situação como essa em outros estados. Normalmente, quando você sai da consulta com o encaminhamento, já faz a marcação na hora. Aqui, mandam voltar em uma data específica e, quando chegamos, as vagas já acabaram", relatou.

Eliza contou ainda que compareceu ao hospital mesmo durante o período de recuperação de uma cirurgia, na expectativa de conseguir o agendamento, mas novamente não obteve sucesso.

"Hoje cheguei às seis da manhã, mesmo operada. Às sete horas já estava lá dentro e disseram que não havia mais vagas para psicólogo. Como não há vagas, se todas as pessoas são orientadas a comparecer no mesmo dia para fazer a marcação do mês inteiro?", questionou.

De acordo com a mãe, o problema também afeta pacientes do interior do estado, que precisam viajar durante a madrugada para tentar garantir uma vaga.

"Tinha mais de 20 mães do interior aguardando consulta com neurologista há oito meses. Muitas saem de casa à uma hora da manhã, chegam ao hospital e recebem a informação de que as poucas fichas disponíveis já acabaram. Isso precisa ser investigado. Está tudo muito estranho e ninguém dá uma explicação", afirmou.

Ela também relatou que procurou a Ouvidoria do hospital, mas diz que não obteve uma solução para o problema. "Na Ouvidoria, eles pedem para preencher uma ficha e depois entram em contato pelo WhatsApp. Mas não é para marcar a consulta. Eles apenas dizem que 'é assim mesmo o sistema' e que há muitas pessoas esperando. Isso não explica o que está acontecendo", criticou.

Eliza ainda questionou a quantidade de vagas disponibilizadas para os atendimentos especializados.

"Se a profissional trabalha o mês inteiro atendendo, como as vagas acabam tão rapidamente? Disseram que ela atende todos os dias, mas isso não corresponde ao que a gente vê. As famílias continuam voltando para casa sem conseguir marcar as consultas", declarou.

As mães cobram esclarecimentos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) sobre o funcionamento do sistema de agendamento de consultas especializadas no Hospital Infantil Lucídio Portella. Elas também pedem medidas para ampliar a oferta de vagas e reduzir a fila de espera.

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