Mais de 50 mil pessoas continuam desaparecidas após os terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), segundo um site dedicado a pessoas desaparecidas. A contabilização não é oficial do governo, apenas permite que pessoas indiquem algum familiar ou ente querido que está desaparecido.
O site permite que as pessoas compartilhem detalhes e a última localização da pessoa, na esperança de ajudar nos esforços de busca e resgate em todo o país.
Os dados são de mais 7 mil pessoas localizadas pelo site. No entanto, outras mais de 50 mil seguem registradas como desaparecidas.
O balanço oficial divulgado pelo Ministério da Saúde venezuelano aponta que o número de mortos subiu para 235, incluindo dois cidadãos brasileiros. Mais de 4,3 mil pessoas ficaram feridas; cerca de 200 estão sob os escombros; e as equipes de resgate correm contra o tempo para encontrar sobreviventes.
O Brasil vai enviar nesta sexta-feira (26) à Venezuela uma missão humanitária de busca e salvamento urbano para auxiliar nos trabalhos de resgate das vítimas do duplo terremoto. Um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira vai decolar às 10 da manhã do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com 36 bombeiros de três Estados, além de técnicos federais.
A aeronave militar brasileira também levará nove toneladas de insumos, que incluem ferramentas de corte e equipamentos especializados para a localização de sobreviventes em estruturas colapsadas.
Nesse sábado (27), um segundo voo da FAB transportará estruturas para a montagem de um hospital de campanha, medicamentos de uso cirúrgico e cem purificadores de água movidos a energia solar.
A região mais afetada é o estado de La Guaira, ao norte de Caracas, que foi classificado pelo governo como "zona de desastre".
Hospitais ficaram lotados, milhares de pessoas passaram a noite fora de casa e moradores relatam falta de máquinas pesadas para retirar vítimas dos escombros.
Equipes de resgate internacionais começaram a chegar à Venezuela, enquanto governos e organizações anunciaram o envio de ajuda humanitária.
O Itamaraty informou que as vítimas brasileiras são uma mulher e um homem, que não eram da mesma família, e morreram em desabamentos distintos na região de Caracas.