Sócio de Vorcaro bancou show e jatinho a Wagner, diz PF

Sócio de Vorcaro bancou show e jatinho a Wagner, diz PF

leandro santos
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 Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Jaques Wagner senador PT

A Polícia Federal aponta que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, recebeu benefícios do empresário Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master e ex-sócio de Daniel Vorcaro, enquanto mantinha interlocução com ele sobre pautas de interesse da instituição financeira. A investigação cita a compra de ingressos para familiares do parlamentar em um show internacional em Los Angeles, nos Estados Unidos, e o uso gratuito de jatinhos.

Segundo decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a investigação identificou mensagens segundo as quais Augusto Lima orientou sua secretária a providenciar ingressos de um show para familiares de Wagner. Os bilhetes teriam sido adquiridos pela REAG Investimentos S.A. pelo valor total de R$ 63.339.


De acordo com a decisão, em novembro de 2023, Wagner procurou Augusto para tratar dos ingressos para um show realizado em um sábado, ocasião em que teria recebido os arquivos de acesso a um camarote. Posteriormente, o senador teria solicitado a ampliação do número de entradas para cinco pessoas.

A PF também cita conversas que indicariam a disponibilização de aeronaves particulares por Augusto Lima para deslocamentos do senador e de integrantes de sua família. Em um dos episódios descritos na decisão, o empresário teria colocado um avião à disposição de Wagner para uma viagem entre Salvador e a chamada Ilha da Paixão. Os investigadores também mencionam outras tratativas envolvendo pilotos e deslocamentos aéreos.

Os episódios são apresentados pela Polícia Federal como evidências da relação de proximidade entre Wagner e Augusto Lima. Na mesma investigação, os policiais apontam indícios de que o senador teria atuado em pautas de interesse do Banco Master, incluindo discussões sobre crédito consignado, mudanças relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a operação de aquisição da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB).

A decisão registra que a PF considera Wagner o "beneficiário central" das vantagens econômicas investigadas no âmbito na nona fase da Operação Compliance Zero, figurando, segundo os investigadores, como o agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais.

Presidente do PT sai em defesa de Wagner 

 Edinho Silva, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), em nota, ele afirmou que confia na inocência do senador: “O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade. Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados".

Ele diz também que os crimes cometidos precisam ser apurados: "Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência.”

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