A Espanha conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo ao vencer a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), no Estádio de East Rutherford, na região metropolitana de Nova York nos Estados Unidos. Ferran Torres marcou o gol do título logo no primeiro minuto da etapa final do tempo extra, após Nico Williams ajeitar a bola de cabeça.
A seleção espanhola dominou a decisão, criou as principais oportunidades e aproveitou a vantagem numérica depois da expulsão de Enzo Fernández nos acréscimos do tempo regulamentar. Campeã pela primeira vez em 2010, a Espanha voltou ao topo do futebol mundial 16 anos depois e impediu a Argentina de conquistar o quarto título na provável despedida de Lionel Messi das Copas. A Espanha terminou a competição com apenas um gol sofrido.
Antes de a bola rolar, o público acompanhou uma grande festa de encerramento da Copa do Mundo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também estava no estádio e assistiu à decisão em um camarote protegido por vidros blindados.
Em sua primeira participação de destaque na partida, aos quatro minutos, Lamine Yamal fez boa jogada pelo lado direito, tabelou com Dani Olmo e finalizou. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez conseguiu fazer a primeira defesa da final e evitou o gol espanhol.
A Espanha dominou a posse de bola nos primeiros 20 minutos e controlou a partida ao seu estilo, trocando passes e ocupando o campo ofensivo. A Argentina se manteve mais fechada e tentou encontrar espaços para sair em velocidade, mas teve dificuldades para chegar ao gol adversário.
O sol forte na região metropolitana de Nova York e o horário local da partida também ajudaram a explicar o ritmo mais estudado da decisão. As duas seleções administraram o desgaste e correram poucos riscos durante boa parte da etapa inicial.
Na reta final do primeiro tempo, a Espanha aumentou a pressão e empurrou a Argentina para trás. Aos 38 minutos, a equipe construiu a jogada no campo ofensivo e a bola sobrou para Oyarzabal finalizar, mas Dibu Martínez fez a defesa.
A Argentina ainda sofreu uma baixa aos 43 minutos. Lisandro Martínez deixou o campo com dores, pela linha de fundo, e foi substituído por Nicolás Otamendi.
Apesar do maior controle espanhol, nenhuma das seleções conseguiu criar uma oportunidade realmente decisiva antes do intervalo.
Segundo tempo termina com pressão espanhola, expulsão argentina e defesa espetacular de Dibu
O segundo tempo da final da Copa do Mundo repetiu inicialmente o cenário da primeira etapa, com a Espanha controlando a posse de bola e a Argentina recuada. A partida, porém, ganhou emoção nos minutos finais, com oportunidades para os dois lados, a expulsão de Enzo Fernández e uma defesa espetacular de Dibu Martínez no último lance dos 90 minutos.
A Argentina voltou do intervalo com Paredes no lugar de Nico González. Logo no primeiro minuto, o meio-campista errou um passe no campo defensivo, e Baena recuperou a bola, ajeitou e finalizou. Dibu Martínez fez boa defesa na primeira conclusão da etapa final.
Aos 12 minutos, o técnico argentino realizou sua terceira substituição na partida, com a entrada de Molina no lugar de Montiel. Antes, Otamendi havia substituído o lesionado Lisandro Martínez ainda no primeiro tempo.
A Espanha começou a renovar a equipe aos 15 minutos. Ferran Torres e Pedri entraram nos lugares de Oyarzabal e Fabián Ruiz, respectivamente. As mudanças mantiveram a seleção espanhola no campo ofensivo.
Mesmo sem acumular muitas finalizações, a Espanha rondou constantemente a área argentina e conseguiu uma sequência de escanteios. Sem o mesmo vigor apresentado nos jogos anteriores e com poucas opções para escapar da pressão, a Argentina teve dificuldades para avançar.
Foi após uma dessas investidas que a Espanha quase abriu o placar, aos 21 minutos. Lamine Yamal cruzou para a área, e Ferran Torres cabeceou com perigo, mas Dibu Martínez fez mais uma boa defesa.
Aos 30, a seleção espanhola realizou outras duas alterações. Dani Olmo e Baena deixaram o campo para as entradas de Mikel Merino e Nico Williams.
Um minuto depois, Pedri recebeu no campo ofensivo, dominou e finalizou no centro do gol, novamente para a defesa de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí arriscou de longe, e o goleiro argentino rebateu para o lado. Merino correu até a linha de fundo, evitou a saída da bola e manteve o ataque espanhol.
A pressão continuou aos 35 minutos. Depois de uma cobrança curta de escanteio e de uma jogada trabalhada por Nico Williams, Laporte cabeceou com perigo, mas Dibu Martínez voltou a impedir o gol da Espanha.
A partida ficou aberta nos acréscimos. Aos 47 minutos, Giuliano Simeone recebeu pela direita e cruzou para a defesa do goleiro espanhol. Na sequência, Nico Williams puxou um contra-ataque espanhol e chutou para outra defesa de Dibu.
Logo depois, Enzo Fernández fez uma entrada duríssima em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. A Argentina terminou o tempo regulamentar com dez jogadores.
No último lance dos 90 minutos, Lamine Yamal cobrou uma falta com a perna esquerda e obrigou Dibu Martínez a realizar a defesa mais espetacular da partida. O goleiro argentino voou para espalmar a bola e mandá-la para escanteio, preservando o empate por 0 a 0 e levando a final para a prorrogação.
Gol na prorrogação
O primeiro tempo da prorrogação começou com nova pressão espanhola. Aos dois minutos, Pedri dominou na entrada da área e levantou para Nico Williams, que tentou cabecear, mas apenas resvalou na bola. Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez uma defesa espetacular.
Aos cinco, a Espanha chegou a balançar as redes. Depois de a bola ficar viva dentro da área, Nico Williams finalizou para o gol, mas o árbitro anulou o lance ao marcar um pisão de Merino no pé de Otamendi.
As duas seleções demonstravam muito cansaço. A Espanha renovou a equipe com as entradas de Eric García e Zubimendi nos lugares de Laporte e Rodri, respectivamente. Mesmo desgastada, a seleção europeia continuou criando as melhores oportunidades.
Aos 12 minutos, Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para a área. Merino se antecipou à marcação e desviou de cabeça, mas mandou para fora. O primeiro tempo da prorrogação terminou sem gols.
A igualdade, no entanto, durou pouco. Logo no primeiro minuto da etapa final, Nico Williams ajeitou a bola de cabeça, e Ferran Torres encheu o pé para estufar as redes e abrir o placar. O gol saiu na 20ª finalização espanhola na decisão e confirmou o amplo domínio da equipe.
Com um jogador a mais e em vantagem, a Espanha passou a administrar o resultado por meio da troca de passes. Desgastada e em inferioridade numérica desde a expulsão de Enzo Fernández, a Argentina encontrou dificuldades para pressionar em busca do empate.
A seleção sul-americana ainda teve uma grande oportunidade nos acréscimos. Giuliano Simeone recebeu na altura da marca do pênalti, mas isolou a finalização e desperdiçou a chance de levar a decisão para os pênaltis.
A Espanha sustentou a vantagem até o apito final e voltou ao topo do futebol mundial 16 anos depois do título conquistado em 2010. Para a Argentina, a derrota encerrou o sonho do quarto título e marcou a provável despedida de Lionel Messi das Copas.
Show do intervalo
O primeiro show do intervalo de uma final de Copa do Mundo reuniu alguns dos maiores nomes da música internacional. Madonna entrou em campo acompanhada pelos ex-jogadores Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, e a apresentação também contou com Shakira, BTS, Justin Bieber, Burna Boy, Coldplay, o coral infantil PS22 e o maestro Gustavo Dudamel.
O espetáculo, inspirado nos tradicionais shows do Super Bowl, durou pouco mais de 11 minutos. Durante a apresentação, o telão do estádio exibiu uma homenagem a Pelé, que morreu em dezembro de 2022, poucos dias depois do encerramento da Copa do Mundo do Catar.