O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que o presidente da Argentina, Javier Milei, pudesse visitá-lo durante o período de prisão domiciliar.
Na decisão, Moraes julgou o pedido prejudicado, ou seja, o ministro considerou que o pedido perdeu o sentido. Isso porque, na sexta-feira, o ministro determinou que Bolsonaro não poderá receber visitas pelos próximos 30 dias.
A exceção vale apenas para advogados, médicos e pessoas previamente autorizadas pela Justiça. O ministro também proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições deste ano. As novas restrições foram impostas depois da divulgação de uma carta escrita por Bolsonaro e publicada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro.
Na mesma decisão, Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar do ex-presidente e preservou todas as demais medidas cautelares já impostas. Javier Milei estará no Brasil para participar da convenção nacional do PL e declarar apoio ao lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A viagem do presidente argentino está sendo planejada desde a semana passada.