O Fundo Monetário Internacional (FMI) aumentou a estimativa de crescimento do PIB brasileiro para 2,4% neste ano e para 2,2% em 2027. A informação consta em relatórios do FMI analisando a economia brasileira. O documento afirma ainda que o potencial de crescimento de médio prazo é estimado em 2,5%. Os dados mostram que o Brasil teve a segunda maior revisão positiva entre as economias do G20, segundo o Ministério da Fazenda.
Por outro lado, o parecer também prevê uma inflação de 5,6% ao fim de 2026, acima da meta de 3%. O FMI afirma ainda que será necessário promover um ajuste fiscal para colocar a dívida pública em trajetória consistente de queda.
Outros destaques do documento são o PIX e o impacto das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. O FMI faz elogios ao sistema instantâneo de pagamentos, dizendo que ele é de baixo custo e amplo acesso, o que ajudou a acelerar a transição para serviços digitais. O Fundo alertou, por outro lado, que o Banco Central precisa de autonomia financeira e orçamentária para manter a capacidade de supervisão diante da expansão do setor.
Já sobre as tarifas, o FMI avalia que o impacto para a economia brasileira será modesto, porque as exportações do Brasil para os Estados Unidos representavam menos de 2% do PIB do país antes da taxação. Além disso, as exportações para outras regiões cresceram, limitando o impacto das tarifas para o Brasil.