Com o objetivo de mitigar os impactos do novo tarifaço, o presidente Lula se reúne nesse momento com o ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do MDIC, Márcio Elias Rosa, no Planalto.
O governo federal também inicia nesta terça-feira uma série de reuniões com setores afetados pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, taxa que entra em vigor amanhã.
Os primeiros setores que serão ouvidos pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Fazenda serão calçadistas, vestuário e plásticos. O objetivo é mapear perdas de contratos, calcular a necessidade de crédito e definir o volume de ajuda sem ultrapassar os limites fiscais.
Entre as medidas em estudo estão a ampliação do programa Brasil Soberano, novas linhas de financiamento e a abertura de novos mercados.
Também nesta terça-feira, o presidente-executivo da Abimaq, José Velloso, reuniu-se com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Velloso apresentou propostas voltadas à competitividade e ao crédito.
Apesar da queda nas vendas para os Estados Unidos, o setor de máquinas e equipamentos registrou alta de 12% nas exportações acumuladas nos últimos doze meses, impulsionado por novos mercados e pelo apoio da Apex.
Sobre a possibilidade de o Brasil adotar uma lei de reciprocidade, o representante da Abimaq afirmou ser contra. Para o setor, a motivação americana é política, e a solução deve ser buscada por meio da diplomacia de Estado e da articulação empresarial, contando com o apoio de entidades dos Estados Unidos.