O governo vai receber nesta terça-feira (21) representantes de setores afetados pelo novo tarifaço americano de 25%, que entra em vigor nesta quarta-feira (22). Os primeiros segmentos a serem ouvidos serão os de calçados, vestuário e plásticos, com o objetivo de mapear a perda de contratos e o risco de demissões.
Coordenados pelos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e da Fazenda, os encontros vão definir os detalhes do plano de socorro financeiro. Entre as alternativas em estudo estão a ampliação do Programa Brasil Soberano e a criação de novas linhas de crédito, com a promessa de apoiar os empresários sem estourar o teto fiscal.
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados calcula que as novas taxas americanas devem provocar uma retração de 7% nas exportações totais do setor este ano. O presidente da entidade, Haroldo Ferreira, reforçou a necessidade de manter os canais de negociação abertos com o governo Trump para tentar amenizar os prejuízos.
Durante discurso em Brasília, o presidente Lula desafiou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a montar um comitê no Brasil para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Na semana passada, o chefe da diplomacia americana disse que Lula não quis negociar as tarifas porque colocou o próprio ego acima de um acordo comercial.
Em discurso durante a convenção do PDT, Lula reiterou que o objetivo do tarifaço é interferir nas eleições brasileiras e voltou a defender a soberania.