O Irã declarou oficialmente encerrado o acordo de paz com os Estados Unidos e suspendeu todos os compromissos assumidos no Memorando de Islamabad.
A decisão foi anunciada depois da sétima noite consecutiva de ataques americanos. Segundo o governo iraniano, 12 pessoas morreram nas últimas 24 horas. Desde o fim do cessar-fogo, em 27 de junho, são pelo menos 50 mortos e 500 feridos. Há pouco, a agência de notícia Mehr registrou três novos ataqueas americanos na província de Hormozgan.
Em dez dias, os Estados Unidos atingiram ao menos 95 locais no sudoeste do Irã. O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, acusou os Estados Unidos de violar o acordo. Ele afirmou que o Irã agora concentra os esforços na defesa do território. Teerã também ampliou a reação militar.
O Exército iraniano lançou drones contra uma base americana no Bahrein. Os alvos incluíram estacionamentos de aviões, depósitos de combustível e pontes. Sirenes de alerta aéreo foram acionadas seis vezes no país.
Na Jordânia, a Guarda Revolucionária afirma ter atingido abrigos de caças e uma área usada para estacionar aeronaves em uma base dos Estados Unidos. No Kuwait, um ataque iraniano atingiu uma instalação estratégica de petróleo e deixou feridos.
A instabilidade também chegou ao Líbano. Um militar morreu após a explosão de um objeto dentro de um veículo do Exército, na cidade de Al-Mansouri. A Embaixada americana em Beirute recomendou que cidadãos dos Estados Unidos não viajem ao país.
Com a escalada do conflito, o petróleo voltou a subir. O barril do tipo Brent avançou 4,6% e chegou a US$ 88. A alta acumulada em uma semana é de 16%. Mesmo assim, o valor ainda está abaixo dos mais de US$ 100 registrados no auge da guerra.