Investigadores da Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Cenipa, e da Polícia Civil do Rio de Janeiro trabalham para apurar as causas da queda de um helicóptero na manhã deste sábado (8), na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, Zona Norte da cidade do Rio.
A tragédia deixou quatro mortos: o piloto da aeronave e três passageiras. Todos os corpos foram encontrados carbonizados.
A operação de resgate mobilizou cerca de 40 bombeiros e exigiu equipamentos de alta precisão. O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, detalhou as dificuldades enfrentadas pelos militares para chegar até os destroços:
A gente conseguiu parar dentro de uma estrada que liga a Vista Chinesa e descemos até o ponto informado via GPS. É bom a gente frisar que esse acesso é muito verticalizado, com alto risco de queda. Não dá para trabalhar ali sem corda, cinto de segurança e capacete. A distância da aeronave até o ponto de parada das viaturas era de aproximadamente 500 metros, uma distância considerável."
Para facilitar o trabalho dos peritos da Polícia Civil e do Cenipa, o porta-voz explicou que as equipes tentam abrir uma nova via de acesso ao local do impacto:
"A nossa expectativa é que até a chegada dos peritos a gente já consiga ter um segundo acesso, mais fácil e mais rápido, inclusive para facilitar a remoção dos corpos. Mas, se isso não for possível, nós vamos fornecer toda a segurança para que os peritos cheguem ao local com rapidez e tranquilidade."
Por conta da complexidade da operação e para garantir a segurança, um trecho da Estrada da Vista Chinesa e as trilhas do entorno foram temporariamente interditadas pelo ICMBio.
A 19º Delegacia de Polícia, na Tijuca, investiga o caso, enquanto os peritos trabalham na identificação formal das vítimas.