Os candidatos à Presidência da República estrearam no programa eleitoral gratuito no rádio e na televisão com uma combinação de propostas, apresentação das trajetórias políticas e ataques aos adversários.
Com o maior tempo entre os candidatos, o presidente Lula, do PT, teve mais de cinco minutos de propaganda. Lula destacou ações do governo e defendeu a proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1.
O presidente também fez críticas a Flávio Bolsonaro e associou o adversário às investigações envolvendo o Banco Master.
“Recebemos um país destruído e foi preciso muito trabalho para colocar ele de pé novamente. Recuperamos a economia, controlamos a inflação, batemos recordes na geração de emprego e restabelecemos os programas sociais.”
Já o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, teve cerca de quatro minutos. Ele aproveitou o espaço para criticar o governo Lula e abordar temas como segurança pública e economia.
Na primeira propaganda, Flávio também priorizou a apresentação de sua imagem pessoal e falou sobre a mulher e as filhas.
“Você pode estar de um lado ou de outro, mas todo mundo concorda que o Brasil não está bom do jeito que está. A gente pode mudar essa história e eu vou mostrar como a gente vai fazer isso. Vencer o crime e vencer esse sufoco que ninguém aguenta mais.”
Ronaldo Caiado, do PSD, teve cerca de dois minutos. O candidato destacou a trajetória política e colocou a segurança pública entre as principais prioridades da campanha.
“Coragem para tirar o Brasil dessa grave situação? Eu tenho. Por isso, quero ser seu presidente. Eu sei que você também tem coragem para votar diferente. Tirar o PT de vez do poder e, juntos, mudar o nosso país.”
Já Augusto Cury, do Avante, teve 35 segundos. Ele defendeu a redução da polarização política, fez críticas ao governo Lula e se apresentou como uma alternativa para, segundo ele, “curar o Brasil”.
“Ô gente, para de gritar. Senta, se escuta e cura esse país. Não tem cura sem escuta. Vamos juntos? Fala, Brasil.”
O tempo de cada campanha é definido pela legislação eleitoral. 90% do espaço são distribuídos proporcionalmente ao tamanho das bancadas dos partidos e federações na Câmara dos Deputados. Os outros 10% são divididos igualmente entre as legendas habilitadas.
Renan Santos, do Missão, Romeu Zema, do Novo, e outros candidatos à Presidência não terão espaço na propaganda eleitoral gratuita. Isso porque os partidos não atingiram os critérios previstos na legislação eleitoral.