O desastre no Nepal já deixou 676 mortos, cerca de 3 mil desaparecidos e milhares de feridos. Mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelas enchentes, segundo a Organização Internacional para as Migrações.
Quatro dias depois do desastre, as buscas continuam com quase 19 mil agentes de segurança mobilizados em várias regiões do país. Entre os desaparecidos estão nepaleses e quase 500 estrangeiros. As equipes já encontraram 675 corpos.
O balanço mais recente da autoridade de desastres contabiliza 7.514 pessoas entre feridos e resgatados. A operação de busca e resgate envolve mais de 18,7 mil agentes de segurança, além de voluntários e integrantes do Exército do Nepal.
Cerca de mil desabrigados estão alojados em nove centros de acolhimento no distrito de Nuwakot. A situação fica mais difícil com o passar dos dias. Especialistas afirmam que as primeiras 48 a 72 horas são fundamentais para encontrar sobreviventes. Depois desse período, as chances diminuem rapidamente.
Os hospitais também estão sobrecarregados. Autoridades relatam falta de espaço refrigerado para armazenar corpos. O desastre começou depois do colapso de uma geleira, que lançou grande quantidade de gelo, rochas, lama e detritos sobre os rios do Himalaia.
A enxurrada destruiu cidades, estradas, pontes e usinas hidrelétricas, principalmente perto da fronteira com a China. Cerca de vinte pontes foram destruídas.
O Nepal afirma que consegue conduzir sozinho as operações gerais de busca e resgate, mas pediu ajuda internacional especializada. O governo também estima que serão necessários entre US$ 4 e 5 bilhões para reconstruir as regiões atingidas.