
Após meses de paralisação e um clima de tensão política, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), assinou os despachos para dar andamento a matérias estratégicas para o governo federal. A mudança de tom ocorre após rodadas de conversas entre Alcolumbre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e articuladores do Planalto.
Entre as propostas que voltam a tramitar estão a PEC da Segurança Pública, a proposta pelo fim da jornada 6x1 e o projeto de lei que cria a política de minerais críticos. A expectativa é que a PEC do fim da escala 6x1 siga diretamente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em seguida, para o Plenário.
A coluna apurou que grande foco da bancada governista no momento é a aprovação da PEC da Segurança Pública, considerada uma das maiores prioridades do país atualmente e o passo decisivo para a criação do Ministério da Segurança pelo Executivo.
Apesar do otimismo com a pauta de segurança, o coordenador da bancada federal piauiense, Francisco Costa, reconhece que a tramitação das PECs deve enfrentar mais resistência e manobras regimentais no Congresso antes de ir à votação final:
"Acho pouco provável votar as PECs antes da eleição. Vai ter pedido de vista, vai ter protelação regimental... Mas vejo total interesse dos líderes do Congresso em votar ainda este ano."
Mesmo que com uma movimentação massiva em Brasília para que haja a criação do Ministério, pouco se acredita que acontecerá ainda este ano. Na política é compasso de espera, já na eleição a segurança será trata como bandeira de voto.