Seu familiar desapareceu? Piauí faz mutirão de DNA em nove cidades

Seu familiar desapareceu? Piauí faz mutirão de DNA em nove cidades

leandro santos
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O Piauí participa nesta quarta-feira (26) do Dia D da Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas, iniciativa que busca ampliar a identificação de pessoas desaparecidas por meio de exames de DNA. No estado, a coleta de material genético será realizada em nove cidades(Confira ao final da matéria). 

A mobilização começou às 7h30 e segue ao longo do dia em pontos da Polícia Científica. Em todo o país, são 334 locais de atendimento.

No Piauí, a ação é coordenada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-PI), por meio do Departamento de Polícia Científica (Depoc) da Polícia Civil. O objetivo é coletar voluntariamente e de forma gratuita material biológico de familiares de pessoas desaparecidas para ampliar os bancos oficiais de perfis genéticos.

A gerente do Instituto de DNA Forense do Piauí (IDNA-PI), Adilana Soares, explica que familiares podem procurar os pontos de coleta independentemente de quando ocorreu o desaparecimento.

“É um procedimento muito simples. A pessoa traz os seus documentos junto com o boletim de ocorrência desse desaparecimento. Pode ser um desaparecimento a qualquer tempo, pode ter sido no último ano ou há anos atrás. A gente não faz distinção do tempo de desaparecimento. Então, registre esse boletim, traga o boletim junto com os seus documentos pessoais e com todos os documentos que você tiver ainda dessa pessoa desaparecida. Caso tenha um objeto de uso pessoal dessa pessoa, uma escova de dente, uma lâmina de barbear, uma escova de cabelo que só essa pessoa utilizava, também é muito importante que se traga", destacou. 

Segundo Adilana, a coleta é rápida e o material é utilizado para obter o perfil genético do familiar.

“O procedimento é simples. É uma coleta de mucosa oral e, logo em seguida, a gente faz o processamento desse material para obter um perfil genético que será inserido no banco nacional e realizar essa busca", acrescentou. 

Como o DNA ajuda a encontrar pessoas desaparecidas

O material genético coletado dos familiares é comparado com perfis de pessoas não identificadas, vivas ou mortas, que estão cadastradas nos bancos estaduais, distrital e nacional de perfis genéticos.

As comparações são realizadas de forma contínua e automática. Assim, mesmo que não seja encontrada uma correspondência imediatamente após a coleta, o perfil permanece no sistema e volta a ser analisado à medida que novos dados são incluídos nas bases.

Também podem ser utilizados objetos de uso pessoal da própria pessoa desaparecida que possam conter material genético. Entre os exemplos estão escovas de dentes, aparelhos de barbear, dentes de leite e cordões umbilicais que tenham sido guardados pela família.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o DNA fornecido pelos familiares é utilizado exclusivamente para auxiliar na localização e identificação de pessoas desaparecidas. Após a confirmação da identidade, o perfil genético é retirado do banco de dados.

Quem pode doar

A coleta é indicada para familiares de pessoas desaparecidas que ainda não tenham fornecido material genético à perícia oficial. Quem já realizou a doação anteriormente não precisa repetir o procedimento.

A preferência para a coleta segue esta ordem:

  • pai e mãe biológicos;
  • filhos biológicos e o outro genitor;
  • irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe, preferencialmente o maior número possível de irmãos.

Quando não for possível seguir essa ordem, outros familiares podem ser considerados. Em caso de dúvida, a orientação é procurar um dos pontos de coleta.

Crianças também podem fornecer material genético, desde que estejam acompanhadas pelo responsável legal.

O que levar

O familiar deve apresentar:

  • documento de identidade;
  • informações do boletim de ocorrência do desaparecimento, como número, estado onde foi registrado e delegacia responsável;
  • se possível, uma cópia do boletim de ocorrência;
  • objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter DNA, caso estejam disponíveis.

No local, o familiar também deverá assinar um termo de consentimento para a coleta.

Como é feita a coleta

A coleta é simples, rápida e não exige jejum. O material pode ser obtido por meio de um cotonete passado na parte interna da bochecha ou de uma pequena amostra de sangue retirada do dedo.

Depois da coleta, o material é encaminhado para um laboratório oficial, onde é analisado para obtenção do perfil genético. O resultado é inserido nos bancos de perfis genéticos utilizados nas buscas por pessoas desaparecidas.

Onde fazer a coleta no Piauí

  • Teresina

Instituto de DNA Forense (IDNA-PI)
Rua Governador Raimundo Artur de Vasconcelos, 995, bairro Porenquanto.
E-mail: idna@pc.pi.gov.br
Telefone: (86) 99455-2115.

Instituto de Medicina Legal (IML)
Rua Francisca de Melo Lobo, s/n, bairro Saci.
E-mail: direcao.imlteresina@pc.pi.gov.br
Telefone: (86) 99456-2503.

Nas demais cidades, a coleta será realizada em salas dos Núcleos Regionais de Polícia Científica, instaladas nas delegacias da Polícia Civil.

  • Bom Jesus

Praça Gilson Coelho, s/n, bairro Penitenciária.
E-mail: bomjesus.dptc@pc.pi.gov.br
Telefone: (86) 98115-5047.

  • Corrente

Avenida João Lemos Paraguassú, s/n, bairro Nova Corrente.
E-mail: corrente.dptc@pc.pi.gov.br.

  • Floriano

Avenida João Luís Ferreira, bairro Centro.
E-mail: floriano.dptc@pc.pi.gov.br
Telefone: (86) 99560-5574.

  • Parnaíba

Rua Dr. Manoel Lucas, 498, bairro Frei Higino, ao lado do Hospital Colônia do Carpina.
E-mail: parnaiba.ic@pc.pi.gov.br
Telefone: (86) 3322-8238.

  • Picos

Avenida Senador Helvídio Nunes, s/n, bairro Junco.
E-mail: picos.dptc@pc.pi.gov.br
Telefone: (89) 99430-0551.

  • Piripiri

Rua João Damasceno, bairro Centro.
E-mail: piripiri.dptc@pc.gov.br
Telefone: (86) 99560-0273.

  • São Raimundo Nonato

Praça Cel. João Antunes de Macêdo, s/n, bairro Gavião.
E-mail: srn.dptc@pc.pi.gov.br
Telefone: (89) 99429-6798.

  • Uruçuí

Rua Pista Pouso, s/n, bairro Aeroporto.
E-mail: urucui.dptc@pc.pi.gov.br
Telefone: (89) 99444-7504.

A mobilização é promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).

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