Mendonça tem até sexta (11) para se manifestar sobre recurso da AGU contra afastamento de Andrei Rodrigues

Mendonça tem até sexta (11) para se manifestar sobre recurso da AGU contra afastamento de Andrei Rodrigues

leandro santos
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O ministro André Mendonça tem até sexta-feira (11) para se manifestar sobre o recurso da Advocacia-Geral da União contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. O prazo de 72 horas foi determinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

O governo tenta derrubar a decisão liminar que afastou cautelarmente Andrei Rodrigues, figura próxima do presidente Lula, e o diretor de inteligência da PF, Leandro Almada.

Onze diretores da corporação colocaram os cargos à disposição em solidariedade ao diretor-geral.

A decisão foi elogiada por candidatos da oposição e criticada por aliados de Lula, que veem uma interferência no processo eleitoral, às vésperas da eleição.

O presidente do STF fez uma reunião com auxiliares para tratar da escalada da crise.

O ministro está sendo aconselhado a tirar das mãos de Mendonça e assumir a relatoria dos casos Master e INSS.

Durante um evento no Conselho Nacional de Justiça, Edson Fachin afirmou que o Judiciário está preparado para enfrentar desafios e agir dentro da Constituição.


Ao pedir a revogação da liminar que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, a AGU apontou contradição processual do ministro André Mendonça.


Jorge Messias lembrou que o próprio magistrado havia defendido antes o envio do tema ao plenário, mas submeteu o afastamento à Segunda Turma.


A União argumentou ainda que a decisão de Mendonça violou a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República de nomear e exonerar o comando da Polícia Federal.


Para justificar os afastamentos preventivos da cúpula da PF, André Mendonça afirmou ter sido alvo de um monitoramento sistemático e ilegal conduzido pela inteligência da Polícia Federal durante todo o mês de agosto.


O magistrado classificou os relatórios como apócrifos, sem valor probatório e sem timbres oficiais. Mendonça acusou a cúpula da Polícia Federal de usar a estrutura estatal para alimentar acusações do ministro Alexandre de Moraes no inquérito das fake news.
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