Governo Trump não planeja apoiar Flávio Bolsonaro como líder e presidente do Brasil, diz agência

Governo Trump não planeja apoiar Flávio Bolsonaro como líder e presidente do Brasil, diz agência

leandro santos
0

Apesar de afirmações como dizendo que as eleições brasileiras pareceram 'fraudadas' e que Flávio Bolsonaro foi tratado 'muito mal', o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende apoiar a ideia de que Flávio é o líder e presidente legítimo brasileiro.

A informação está em uma reportagem divulgada pela agência de notícias Reuters ouvindo um funcionário americano e outra pessoa familiarizada com o assunto.

Desde a primeira declaração, Trump parece ir amenizando o discurso e disse que falaria com o presidente reeleito Lula.

A Reuters diz que 'Trump não tem planos atuais de apoiar as ambições políticas de Bolsonaro, mesmo que o governo tenha permitido sua entrada no país, embora tenham afirmado que o presidente poderia mudar de ideia'.

Segundo informações da agência, o presidente americano estaria com o pé atrás de gerar uma nova crise política com o Brasil, que fizeram o país se aproximar ainda mais economicamente da China e de outros mercados.

A situação acontece após o tarifaço contra o governo brasileiro em meio a uma crise econômica que aumentou o custo de vida nos EUA, especialmente causado pelo aumento do preço do petróleo devido a guerra com o Irã.

Um outro funcionário disse a agência que o 'capital político' de Flávio Bolsonaro ainda diminuiu com ele saindo do país, ainda mais sob críticas de figuras do próprio partido.

Segundo o New York Times, a ida de Flávio para os EUA foi organizada por Jason Miller, assessor do governo Trump e próximo a família Bolsonaro, especialmente a Eduardo Bolsonaro, que já está nos EUA há alguns anos.

O texto da Reuters diz que, durante a viagem, Marco Rubio, secretário de Estado, recomendou a Trump a entrada de Flávio, algo que foi acatado por ele. Houve algumas discussões sobre o visto de entrada, e a decisão ficou para uma entrada humanitária, com validade de um ano, para Flávio e familiares.

Em uma carta de teor golpista publicada na quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro se declarou 'o presidente eleito'. Ele então apagou essa versão e a atualizou com outra carta na qual afirmou ser o legítimo 'líder' do Brasil.

Um relatório da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília classificou a vitória de Lula como definitiva. O documento, enviado ao Departamento de Estado americano, afirma que observadores internacionais não identificaram irregularidades capazes de comprometer o resultado. As informações são da Folha de São Paulo.

A avaliação contrasta com as declarações do presidente Donald Trump, que tem questionado a eleição brasileira sem apresentar provas de fraude.

O texto ainda chama a vitória de Lula de 'surpreendente'.

O relatório aponta o aumento de duas horas no horário de votação, um dos principais pontos de contestação por parte de Flávio Bolsonaro e apoiadores. Mas diz que o próprio TSE reconhece que isso não teve nenhuma diferença no resultado. E recorda que os observadores internacionais confirmaram a vitória de Lula.

Segundo o tribunal, cerca de 34 mil votos foram registrados depois do horário final inicial de votação, às 17h. Isso representa 0,03% dos votos, o que não mudaria em nada na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, visto que a vitória do petista foi por 4 milhões de votos de diferença.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta sexta-feira (30) e sábado (31) nos Estados Unidos da uma reunião preparatória do G20 apenas com ministros das Relações Exteriores dos países.

O governo brasileiro quer manter o diálogo comercial com Washington, apesar das tensões provocadas pela fuga de Flávio Bolsonaro.

Durante o evento, o ministro deve se encontrar com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, que é aliado da família Bolsonaro. Além disso, ele também estará frente a frente com o chanceler argentino, Pablo Quirno.

Os dois países são os únicos do bloco que ainda não parabenizaram o presidente Lula após a reeleição.

Nessa quinta (29), o presidente Lula se reuniu por duas horas e meia com o chanceler para discutir a relação com os Estados Unidos. A orientação no Planalto é evitar uma reação direta de Lula às manifestações de Flávio Bolsonaro; Donald Trump e do presidente argentino, Javier Milei.

A expectativa é de um encontro entre Lula e Trump durante a reunião do G20, marcada para dezembro.

Enquanto isso, o governo brasileiro deve aguardar a diminuição das tensões políticas provocadas pela fuga do senador para os Estados Unidos antes de conceder o aval ao novo embaixador americano no Brasil, Daniel Perez.

Postar um comentário

0 Comentários

Postar um comentário (0)

#buttons=(Tá bom, aceito!) #days=(20)

Aceite nossos termos de uso para melhor experiência! Leia aqui
Ok, Go it!