As denúncias de trabalho análogo à escravidão bateram recorde histórico em 2025. Foram mais 4,5 mil denúncias. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior do Trabalho nesta quarta-feira (28), Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

Ao todo, mais de 26 mil denúncias foram recebidas em uma década e meia.
Por causa da data, a Justiça do Trabalho lançou a campanha “Trabalho escravo não é coisa do passado. É crime e pode estar em qualquer lugar”.
Apesar de associado a áreas rurais ou a práticas antigas, o trabalho análogo à escravidão ocorre em vários setores, inclusive em ambientes urbanos e residenciais.
De acordo com a legislação, trabalho análogo à escravidão é quando: há jornada exaustiva, condições degradantes, trabalho forçado, servidão por dívida ou restrição de locomoção.
Segundo a secretária de Igualdade Racial da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, Maria Isabel Castro, o trabalho em residências pode dificultar a fiscalização.
Nas palavras dela, pode existir uma falsa noção de "ajuda" nessas relações onde o empregado sempre acha que deve "favores" ao empregador ou cria um vínculo paternalista.
Por isso, a informalidade é um sinal importante de exploração.
O setor emprega quase 6 milhões de pessoas; a maioria são mulheres (90%), das quais 66% são negras, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.
Entretanto, apenas uma em cada quatro têm carteira assinada.
