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A perícia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML) na vereadora Tatiana Medeiros (PSB) na última segunda-feira (13), constatou que a parlamentar tem “transtorno depressivo recorrente” e que seria potencializado pelo uso de tornozeleira eletrônica. Os peritos médicos legistas recomendam reavaliação mensal da vereadora para monitorar quadro psiquiátrico.
A vereadora foi condenada a 19 anos de prisão por organização criminosa, corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro relacionados às eleições de 2024.
Com a condenação e a perda do cargo, a defesa alega problemas de saúde da vereadora, que está em prisão domiciliar. Há uma semana ela está internada em clinica de reabilitação em Teresina.
“Em face ao exposto, o(a) Perito(a) Médico-Legista que subscreve o presente laudo o conclui, que o quadro é compatível, segundo a Classificação Internacional de Doenças, na sua décima edição, com Transtorno Depressivo Recorrente, atual episódio grave sem sintomas psicóticos”, diz a perícia.
O laudo confirma que o uso de monitoramento eletrônico (tornozeleira) tem ocasionado incremento de ataques de pânico, sofrimento psíquico e potencialização do humor depressivo e planejamento suicida, sendo constatado no momento da realização da pericia.
A perícia foi realizada pelo perito geral de Polícia Científica do Piauí, Antônio Nunes e a perita Lisiane Pires dos Santos.
Os legistas recomendaram que a vereadora necessita de reavaliação mensal para monitorar quadro psiquiátrico, além de acompanhamento continuo com médico psiquiatra e psicólogo para saber a evolução psíquica da paciente.
O estudo diz ainda que Tatiana Medeiros não apresenta história de sintomas que se enquadrem nos critérios para episódios hipomaníacos ou maníacos. “Não apresenta quadro compatível com transtorno bipolar, e sim com transtorno depressivo recorrente”.
O pedido de perícia médica foi solicitada pela Justiça Eleitoral, após questionamento da defesa da parlamentar.